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6 ideias para usar o site Nomes no Brasil, do IBGE, na sala de aula

Atividades em áreas como alfabetização, Matemática e Língua Portuguesa são inspiradas por dados do Censo

por:
Ana Ligia Scachetti
Ana Ligia Scachetti

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou o site Nomes no Brasil, que reúne informações sobre o registro de cerca de 200 milhões de brasileiros e permite pesquisar os dados do Censo Demográfico de 2010. A página se tornou um sucesso rapidamente, já que dá para pesquisar a evolução ou declínio da popularidade do seu nome ao longo do tempo e ver quantas pessoas no país são seus homônimos. Maria e José, é claro, estão no topo da lista dos mais populares entre os brasileiros, mas são logo seguidos de João e Ana. Eu, por exemplo, tenho 3.089.858 de xarás. E você?

Além da brincadeira, é possível aproveitar os dados disponíveis para pensar em atividades para várias etapas e disciplinas. Pensamos em seis ideias para inspirar o seu trabalho. Mas, antes de propor as atividades, vale a pena explorar a página, ler as notas do IBGE sobre as grafias consideradas na compilação e outros detalhes e tentar antecipar as dúvidas e curiosidades da classe.

1. Com computadores conectados à internet, apresente o site, converse sobre o que é o IBGE e o Censo. Veja o que os alunos já sabem sobre esses temas e deixe que explorem as informações. Se parte da classe não tiver familiaridade com a tecnologia, organize duplas produtivas. Após algum tempo, faça um debate sobre o que descobriram e deixe que eles continuem navegando pelos caminhos que os colegas indicarem.

2. O tema central da página, nomes próprios, é perfeito para o trabalho com as turmas dealfabetização. Nessa etapa, as crianças também estão refletindo sobre os números. Então, aproveite para abordar esses dois conteúdos conjuntamente. Você pode fazer uma lista dos nomes da classe, com a participação de todos, e depois propor que os alunos pesquisem, em duplas produtivas, essas palavras na área “Pesquise um nome”. Peça a eles que anotem no caderno o que foi encontrado e a quantidade de pessoas que têm nomes iguais ao da turma no Brasil (obtida no item “Frequência”). Monte uma tabela em um cartaz e peça que cada dupla escreva os dados que obteve.

3. Divida a turma em grupos e peça que cada equipe explore um tema diferente na área “Nomes mais populares”. Uma pode buscar os nomes de mulheres mais comuns na década de 1990, por exemplo, e outra se focar em como a maioria dos homens se chamava na década de 1960. Após todos coletarem os dados, peça que montem gráficos e apresentem o resultado para os demais. Se julgar necessário, faça uma leitura compartilhada de gráficos diversos coletados em revistas, jornais e outros sites para ampliar as referências da garotada sobre as possibilidades de tratamento de informações. Noções de estatística devem ser trabalhadas desde os anos iniciais.

4. Para as aulas de Matemática, o site oferece outras inúmeras possibilidades. Números ordinais e porcentagem são alguns dos dados fornecidos. Avalie quais deles é melhor privilegiar de acordo com as características da sua sala e os conteúdos que já foram abordados anteriormente. Veja algumas sugestões de atividades envolvendo números na reportagemDiversos jeitos de ensinar os números.

5. Use o site como ponto de partida para realizar outra pesquisa no contexto em que vocês estão. Defina um tema com a classe (por exemplo: quais os nomes mais populares na nossa escola, nas nossas famílias, no nosso bairro ou nos 5ºs anos) e planeje com ela todas as etapas, desde a elaboração dos formulários com perguntas até a coleta e sistematização dos dados. Depois, faça cartazes, elabore um blog ou um post no Facebook da escola para divulgar os resultados.

6. Em aulas de Língua Portuguesa ou História com os adolescentes, amplie a pesquisa na internet. Em grupos, eles podem, por exemplo, buscar o significado dos nomes mais populares ou fatos que influenciaram a escolha por um determinado registro em alguma década. Peça que todos anotem onde encontraram as informações obtidas. Dê um tempo para que as equipes compartilhem o que foi pesquisado e discuta as fontes de informações utilizadas. O site também pode ser acessado pelo telefone celular, então, se preferir (e se a turma tiver celulares com conexão à internet), organize a atividade na sala de aula com esse equipamento.

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