O Rio de Janeiro, 100 anos atrás

Descubra como os pioneiros da fotografia Augusto Malta e Marc Ferrez registraram as paisagens mais conhecidas da Cidade Maravilhosa

POR:
Aurélio Amaral
Corcovado no início do século | Crédito: Augusto Malta/ Coleção Brascan Cem Anos no Brasil/ Acervo Instituto Moreira Salles O Corcovado sem Cristo Vista do Corcovado, situado no Parque Nacional da Tijuca, 1906. A foto é anterior ao início da construção do Cristo Redentor, em 1922. A estátua só foi inaugurada em 1931. Copacabana | Crédito: Marc Ferrez / Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles Princesinha do mar Praia de Copacabana, vista do sopé do morro do Leme, c. 1890. A ocupação do bairro mais famoso e turístico do Rio de Janeiro só ganharia força a partir da década de 1930. Forte de Copacabana | Crédito: Marc Ferrez / Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles Ponto estratégico Pedra do Forte de Copacabana, atual Posto 6, com o Morro Dois Irmãos ao fundo, c. 1895. O Forte, que hoje abriga o Museu do Exército Brasileiro, seria inaugurado em 1914. Avenida Central iluminada | Crédito: Augusto Malta/ Coleção Brascan Cem Anos no Brasil/ Acervo Instituto Moreira Salles Inspiração parisiense Avenida Central, atual Rio Branco, um ano após a instalação de iluminação incandescente, 1906. Até hoje é uma das principais do Rio e não recebe carros. Vista aérea da praça Mauá | Crédito: Fotógrafo não identificado/ Coleção Gilberto Ferrez/ Acervo Instituto Moreira Salles Zona portuária Vista aérea da Praça Mauá e avenida Rio Branco, no Centro, c. 1921. A região é hoje um dos pontos de renovação das obras do Porto Maravilha. Santa Teresa | Crédito: Marc Ferrez / Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles Cartão postal Pão de Açúcar, Outeiro da Glória e bairro da Glória, vistos do bairro de Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, c. 1885. Ilha das Cobras | Crédito: Fotógrafo não identificado/ Coleção Gilberto Ferrez/ Acervo Instituto Moreira Salles Forte militar Vista da Ilha das Cobras, centro da cidade e Pão de Açúcar, c. 1921. Atualmente, a ilha abriga um conjunto de instalações da Marinha.

A reportagem Retratos do Tempo - O Cotidiano Contado em Pincéis, do especial Rio de Janeiro 450 anos (VEJA 2415, 4 de março de 2015) traz uma seleção de artistas que retrataram a capital fluminense e seu povo. Um dos citados, Augusto Malta (1864-1957), foi o primeiro fotógrafo oficial da prefeitura e de empresas como a Light. Ele registrou a cidade e sua população durante a transformação radical do "bota-abaixo", a reforma urbana encabeçada por Pereira Passos (1902-1906), que foi inspirada na de Paris e levou à construção de vias amplas, como a Avenida Central (hoje Avenida Rio Branco), no centro, e à remoção do morro do Castelo. Também retratou a inauguração da avenida Beira-Mar e as obras de melhoria do porto. Já as lentes de Marc Ferrez (1842-1923) fizeram as conhecidas vistas fotográficas em 360 graus. O trabalho de ambos constitui boa parte da memória fotográfica da cidade na passagem do século 19 para o 20. As fotos a seguir, cedidas pelo Instituto Moreira Salles (IMS), integram a exposição Rio: Primeiras Poses, Visões da Cidade a partir da Chegada da Fotografia (1840-1930).

Serviço
Rio: Primeiras Poses, Visões da Cidade a Partir da Chegada da Fotografia (1840-1930)

De 1º de março a 31 de dezembro
De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre
Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.
Instituto Moreira Salles - Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Telefone: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500

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