Casos de racismo e discriminação

POR:
Laís Semis

Leve para a sala de aula casos recentes de discriminação racial e promova um debate sobre o tema, com base no texto "Medo e Preconceito", de Lya Luft, da VEJA 2390, 10 de setembro de 2014, que convida o leitor para uma reflexão sobre como o preconceito está inserido em nosso dia a dia e como acabamos nos tornando autores ou objetos dele.

Para embasar o debate, leia com a turma os textos:

- Mensagens de ódio ganham espaço nas páginas da internet (site O Globo)

- Caso Grêmio: O silêncio nos torna responsáveis pela ignorância dos outro, (blog do jornalista Leonardo Sakamoto)

- #SalaSocial: Brasileiros monitoram racistas, machistas e homofóbicos na internet, (site da BBC Brasil)

Outras referências:

- Artigos e reflexões sobre a Questão Racial (Geledés - Instituto da Mulher Negra)

- Dos espetáculos de massa às torcidas organizadas (Tarcyanie Cajueiro Santos. Editora Annablume)

Racismo. Time de futebol do Grêmio. CRÉDITO: Edson Vara/Grêmio FBPA Caso Aranha Casos de discriminação racial no futebol são frequentes. O mais recente aconteceu durante um jogo entre Santos e Grêmio, pela Copa do Brasil. Torcedores gremistas xingaram Aranha, goleiro do Santos. Entre eles, a torcedora Patrícia Moreira, que foi flagrada pelas câmeras de transmissão gritando 'macaco'. Segundo ela, sua declaração não teve intenção racista. Ela teria ido apenas no ?embalo? da torcida. Ao todo, nove pessoas já foram intimadas para prestar declarações. A repercussão do caso resultou na exclusão do Grêmio da Copa e a torcedora foi afastada do seu trabalho.
Racismo. Daniel Alves, jogador de futebol do Barcelona. CRÉDITO: Shutterstock Daniel Alves: somos todos macacos Não é apenas entre a torcida brasileira que o racismo se dissemina. Em abril deste ano, Daniel Alves, do Barcelona, foi alvo de discriminação, quando uma banana foi atirada no campo pela arquibancada. Em resposta, o jogador apenas comeu a fruta e continuou o jogo. Depois da notícia, o companheiro Neymar se solidarizou e lançou a campanha ?Somos Todos Macacos?, postando uma 'selfie' com seu filho e uma banana. O ?Somos Todos Macacos? ganhou a rede e, mais tarde, foi descoberto como uma campanha publicitária. Diferentes grupos do movimento negro criticaram a ação. Racismo. Casal de Muriaé, MG. CRÉDITO: Reprodução Facebook Comentários racistas em fotos na internet Após a publicação de uma foto com o namorado branco, uma menina negra foi alvo de dezenas de comentários racistas feitos por desconhecidos no Facebook. Mais de 100 pessoas aproveitaram o anonimato da internet para ofender o casal mineiro. A menina desativou sua conta na rede social e registrou boletim de ocorrência e, segundo o delegado que está no comando da investigação, esse não é o único caso; existe um grupo organizado que posta ofensas contra pessoas na rede. Racismo. Candomblé. CRÉDITO: Luigi Memprin Discriminação contra o candomblé No Rio de Janeiro, um estudante de 12 anos foi impedido de entrar na escola por usar bermudas brancas e guias do candomblé por baixo do uniforme. A escola teria sido avisada antes de que o aluno usaria as roupas por três meses, no entanto a escola não aceitou. Depois de um mês sem ir à escola, o estudante tentou voltar às aulas, mas foi barrado pela diretora, na frente de outros colegas. Após da humilhação, a mãe optou por trocar o filho de escola. A Secretaria Municipal de Educação abriu uma sindicância para averiguar o caso. Pai defende filhos de racismo em São José dos Campos, SP. CRÉDITO: Reprodução cinegrafista amador/G1 Racismo na abordagem policial Confundidos com bandidos, pai e filho foram abordados pela polícia ao sair de uma loja. Mesmo explicando que se tratava de um engano, pois haviam comprado o par de sapatos, a PM quis levar os dois, que são negros, para a delegacia. Um dos PMs também teria gritado 'cadê a arma, neguinho?'. O pai pediu para que as pessoas filmassem a cena e discursou contra o racismo, acompanhado de palmas dos transeuntes. As imagens caíram na internet e o vídeo teve mais de 47 mil visualizações. A PM declarou que os policiais realizaram uma ?abordagem de praxe?, sem nenhuma irregularidade, mas que iria investigar o caso.
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