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Faltam para:   

A seca e o inverno

A riqueza poética de Patativa do Assaré

POR:
Patativa do Assaré
Ilustração: Joana Lira
Ilustração: Joana Lira

Na seca inclemente no nosso Nordeste 
O sol é mais quente e o céu, mais azul 
E o povo se achando sem chão e sem veste 
Viaja à procura das terras do Sul

Porém quando chove tudo é riso e festa 
O campo e a floresta prometem fartura 
Escutam-se as notas alegres e graves 
Dos cantos das aves louvando a natura

Alegre esvoaça e gargalha o jacu 
Apita a nambu e geme a juriti 
E a brisa farfalha por entre os verdores 
Beijando os primores do meu Cariri

De noite notamos as graças eternas 
Nas lindas lanternas de mil vaga-lumes 
Na copa da mata os ramos embalam 
E as flores exalam suaves perfumes

Se o dia desponta vem nova alegria 
A gente aprecia o mais lindo compasso 
Além do balido das lindas ovelhas 
Enxames de abelhas zumbindo no espaço

E o forte caboclo da sua palhoça 
No rumo da roça de marcha apressada 
Vai cheio de vida sorrindo e contente 
Lançar a semente na terra molhada

Das mãos deste bravo caboclo roceiro 
Fiel prazenteiro modesto e feliz 
É que o ouro branco sai para o processo 
Fazer o progresso do nosso país

Cordel de Patativa do Assaré, ilustrado por Joana Lira

 

Especial ERA UMA VEZ...

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