Todos juntos para vencer a dengue

Utilize o pôster desta edição e esclareça que a informação é fundamental no combate à doença

POR:
Paulo Araújo
Alunos do Ofélia Fonseca procuram a larva do mosquito transmissor em vasos de plantas. Foto: Luciana Cavalcanti
Alunos do Ofélia Fonseca procuram a larva do mosquito transmissor em vasos de plantas: pequenos cuidados evitam a proliferação. Foto: Luciana Cavalcanti

Aproximidade do verão traz de volta uma antiga preocupação das autoridades sanitárias brasileiras: o aumento do número de casos de dengue. Segundo a Fundação Nacional de Saúde, ligada ao Ministério da Saúde, 240000 pessoas foram infectadas no país no ano passado. E é justamente nessa estação que o mosquito se prolifera com mais facilidade. Como evitar os riscos dessa doença, que pode ser fatal?

Informação é a chave do processo e a participação da escola é importante. Por isso, aproveite o pôster encartado nesta edição de NOVA ESCOLA para transformar seus alunos em agentes difusores de medidas preventivas.

O professor de Ciências Naturais Carlos Eduardo Godoy, que desenvolve um trabalho sistemático de prevenção à dengue no Colégio Ofélia Fonseca, em São Paulo, sugere que você ponha o cartaz num local bem visível, averiguando o que os alunos sabem sobre o problema. "Informar o que é e como se transmite a dengue é o primeiro passo", orienta. "Durante as aulas, solicite que os estudantes tragam de casa pequenos vasos de plantas com água e, com a ajuda de uma lupa, peça que eles observem se há larvas no recipiente." Em caso positivo, oriente-os a jogar fora a água, lavar os vasos cuidadosamente e enchê-los de terra. "Isso evita a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti", completa Godoy.

Organize com a turma a divulgação das informações do pôster, ensinando à comunidade que erradicar a doença é tarefa de todos. Convidar um agente de saúde para ministrar uma palestra é outra boa iniciativa.

É preciso ainda que as crianças se preocupem com os ambientes que freqüentam nas férias, como parques, clubes e praias. Devemos eliminar os potenciais criadouros para minimizar a proliferação do mosquito, dando destino adequado a garrafas plásticas e copos descartáveis. Atenção também para pneus abandonados, muitas vezes usados em brincadeiras.

"Minha casa é uma floricultura", diz Maurício, de 11 anos, aluno da 5ª série do Ofélia Fonseca. "Convenci minha mãe a pôr terra nos vasos e, no sítio, meu pai sempre limpa as calhas."

Um mosquito que veio da África

O Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue, é de origem africana. Ele chegou ao Brasil no período colonial, durante o extenso comércio de escravos. Reproduz-se com facilidade em água limpa e parada e em locais com sombra. Os ovos são muito resistentes. Mesmo que o local onde estiverem depositados fique seco, eles não morrem. Basta um novo contato com a água, no período de um ano, para que o ovo se torne ativo e volte a gerar larvas. Por isso é tão importante prevenir. O mosquito carrega consigo o flavivírus agente causador da doença , que é injetado na corrente sangüínea no momento da picada. Quem contamina o ser humano é a fêmea, que precisa da albumina (uma substância do sangue) para completar o processo de amadurecimento de seus ovos. Escura e rajada de branco, ela é menor que um pernilongo comum e costuma picar durante o dia. Em sua primeira manifestação, a dengue costuma apresentar sintomas parecidos com os de outras viroses de verão, como febre alta, dores nas articulações e de cabeça, falta de apetite, náusea, vômito e, em alguns casos, pequenas manchas vermelhas pelo corpo. Se houver uma segunda manifestação, pode ocorrer também sangramento na gengiva, nas axilas e até nas unhas. Quem contrair dengue deve procurar um médico, pois não há tratamento específico e tomar remédios por conta própria é sempre perigoso.

Quer saber mais?

Escola da Vila, R. Barroso Neto, 91, CEP 05585-010, São Paulo, SP, tel. (011) 3726-3578 

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