Professor novato

Sala de aula

POR:
Elisa Meirelles, NOVA ESCOLA, Camila Camilo
Ronaldo dos Santos. Foto: arquivo pessoal
Ronaldo dos Santos, professor de História da rede municipal de São Paulo

Em fevereiro, Ronaldo dos Santos começa sua carreira de professor. Dar aula é um sonho antigo. Em 2007, quando entrou no curso de História na Universidade de São Paulo (USP), já queria trabalhar na rede pública de ensino. Para conhecer melhor a área, no início da faculdade, prestou concurso para auxiliar técnico da rede municipal e trabalhou na secretaria de uma escola e como inspetor de alunos. Atuou também na Secretaria de Educação do município. Outra atividade importante para o futuro professor foi o estágio obrigatório, realizado na EMEF Maria Antonieta D'Alckmin Basto, em São Paulo. A parceria com a professora do 8° ano foi fundamental para ajudá-lo a entender como administrar o tempo da aula e perceber quanto os alunos podem aprender. "Nesse momento, tive certeza de que escolhi a carreira certa", destaca. Todo o aprendizado será colocado em prática em breve. Às vésperas do início das aulas, ele sente a ansiedade de quem está começando, mas está otimista e confiante.


Período de estágio
Qual é a carga horária obrigatória? 

Para alunos que cursam licenciaturas específicas, é necessário cumprir no mínimo 400 horas de estágio em turmas das séries finais do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio. Já os estudantes de Pedagogia devem cumprir ao menos 300 horas ao longo do curso nas áreas de gestão, Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental.


Começo de carreira 
O que fazer no primeiro dia de aula?

Comece a aula se apresentando e propondo que os alunos também o façam. Esse contato inicial deve ser agradável, com uma atividade que aproxime a turma. Mostre um panorama do que a classe vai aprender. Conte detalhes de cada etapa e ouça os alunos - com isso, eles se sentirão parte do processo de construção do conhecimento.


Ascenção profissional 
Como funcionam os planos de carreira do Magistério?

No Brasil, não há um modelo único de plano de carreira. O que existe são as Diretrizes Nacionais para a Carreira dos Profissionais do Magistério, que devem ser usadas como base pelas redes para formular suas propostas. Cabe a elas a responsabilidade por estruturar e colocar em prática programas que permitam a progressão do servidor público e deem a ele chances de ascender financeira e profissionalmente. Por meio do plano, o docente pode ser promovido para cargos superiores ou ter um aumento de salário na mesma função. Conforme a rede, ele recebe adicionais em dinheiro por mérito e tempo de serviço.


77,9%

É o percentual de docentes brasileiros que trabalham em escolas da rede pública de ensino.

Fonte Pesquisa nacional por amostra de domicílio (PNAD) 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

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