Desigualdades históricas diminuem

POR:
Bruna Nicolielo
Ilustração: Mario Kanno
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ilustração: Mario Kanno

Duas das maiores desigualdades brasileiras no Ensino Fundamental estão perto de acabar. Nos últimos 15 anos, as taxas de frequência nesse nível registraram um avanço significativo na redução das diferenças no campo e na cidade e na comparação entre brancos, negros e pardos, como mostra o relatório Objetivos do Milênio, do Instituto de Economia Aplicada (Ipea), divulgado em abril. Entre 1992 e 2008, o total de alunos frequentando a escola na zona rural registrou o aumento de mais de 22 pontos percentuais. No mesmo período, o índice de pardos e negros na escola subiu 15 e 18 pontos percentuais, respectivamente. "O avanço é reflexo do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que definiu uma estratégia de combate a problemas históricos", diz Jorge Abrahão, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea.


Rádio
Educação musical para ouvir

O programa Assobio49, da Rádio USP (FM 93.7), é uma espécie de oficina de música para crianças e pré-adolescentes pelas ondas do rádio. A atração permite entender o universo dos sons, de forma simples e clara, por meio de dicas para construção de instrumentos e de entrevistas com profissionais da área. A apresentação é de Pedro Paulo Salles, especialista em Educação Musical e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), e de Julia Stange, uma garota de 10 anos com sensibilidade musical à flor da pele. O programa pode ser usado em sala de aula como material didático, pois apresenta exercícios, noções de apreciação musical e instrumentos diversos. Ele é apresentado no primeiro domingo de cada mês às 8h30, com reprises no terceiro domingo no mesmo horário e também em pequenos blocos ao longo da semana, sempre às 9h30 e às 15h30. Pode ser ouvido também pelo site.


Ontem e hoje

Foto: Acervo Histórico Caetano de Campos/CRE Mario Covas/SEE

Mais meninas A foto ao lado, de 1908, mostra uma classe só de garotas. Naquela época, cerca de 33% dos estudante de 7 a 14 anos eram meninas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, elas são 50% dos alunos dessa faixa etária, mostra o Censo Escolar 2009.

Foto: Acervo Histórico Caetano de Campos/CRE Mario Covas/SEE


Na internet

Site da Biblioteca Virtual de Ciências Humanas com acervo de livros da área, incluindo títulos esgotados, e acesso à produção intelectual de instituições de pesquisa em toda a América Latina, como a Universidade de São Paulo (USP), a Fundação Getulio Vargas (FGV), a Universidad de Buenos Aires, da Argentina, e o Centro de Informaciones y Estudios, do Uruguai.


Calvin

Calvin

Toda semana, uma nova tirinha sobre Educação com Calvin e seus amigos


Gente
De carona pelo mundo

Foto: Arquivo
VOLTA AO GLOBO Caruso visita escolas do país para falar sobre a Geografia de 28 países.

O arquiteto mineiro Argus Caruso está percorrendo escolas do Norte e do Nordeste do Brasil para mostrar fotos, mapas, textos e vídeos sobre 28 países do mundo que conheceu de 2001 a 2005 - uma forma de levar os alunos a refletir sobre a Geografia. O projeto educativo foi batizado de Escola do Mundo. "Durante a viagem, conheci 100 escolas. De volta ao Brasil, tive a ideia de reunir o material e compartilhá-lo com instituições brasileiras", explica Caruso, que já contabiliza 15 visitas desde março. As escolas interessadas em receber o viajante podem se cadastrar pelo site. Foto: Arquivo

 


71% dos professores têm problemas vocais

Fonte: Estudo Condições do ambiente e organização do trabalho de professores e suas repercussões sobre a saúde e a voz, da Faculdade de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)


Bullying
Consequências para vítimas e agressores são parecidas

Ilustração: Mario Kanno
Ilustração: Mario Kanno

Uma pesquisa com mais de 5 mil alunos em todo o Brasil realizada pela Plan - uma organização não-governamental de origem inglesa voltada para a defesa dos direitos da infância - mostrou que alguns dos efeitos da violência escolar atingem vítimas e agressores de forma semelhante. A perda de concentração e entusiasmo, por exemplo, afeta ambos. "Esses indícios mostram que tanto a vítima como o agressor precisam de acompanhamento", explica Cléo Fante, uma das autoras do estudo e vice-presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar (Cemeobes). Para ela, o professor tem um papel fundamental no combate à violência escolar. "Para conquistar a confiança do estudante, ele deve se mostrar disponível a conversas e ficar atento a possíveis sintomas de bullying, como a queda no rendimento", conclui.

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