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Notícias
01 de Agosto de 2009 Imprimir
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Fora de lugar

Por: Beatriz Santomauro
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Ilustração: Mario Kanno

Não é de hoje que quem acompanha as notícias sobre Educação sabe que o número de professores com curso superior aumenta, mas que ainda assim faltam educadores em várias disciplinas. A novidade é que já é possível descobrir quantos são os docentes que se formaram em outras áreas e estão nas salas de aula, ensinando coisas que não estudaram na graduação. A situação é mais crítica em Arte (apenas um de cada quatro tem um diploma específico). Mas os números estão longe do ideal também em Língua Estrangeira, Geografia e Matemática. A análise, feita com exclusividade por NOVA ESCOLA, tomou por base os números do Estudo Exploratório sobre o Professor Brasileiro, levantamento realizado no Censo Escolar de 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). De todos os professores do 6º ao 9º ano, 73,4% têm formação superior e licenciatura (a lei dá prazo até 2011 para que todos atendam a essa exigência). Porém, apesar de lecionarem uma disciplina específica, a maioria não tem formação ligada ao que ensina. Quase um em cada cinco se graduou em Pedagogia e há um número grande de administradores, engenheiros e advogados nas salas de aula, segundo o Estudo. Veja no quadro acima em quais disciplinas essa situação é mais grave.

Análise feita com base nas informações do Censo Escolar da Educação Básica de 2007


Avaliação
As melhores e piores notas

Um novo site vai facilitar a comparação dos resultados das edições da Prova Brasil e do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) em Língua Portuguesa e Matemática. A ferramenta, construída pelo Centro de Políticas Públicas do Instituto de Ensino e Pesquisa Insper, em São Paulo, possibilita fazer diversos cruzamentos de dados, como ordenar as notas em ordem crescente ou decrescente e filtrar por bairro, município e estado. Encontre as informações aqui.


Ontem e hoje
Educação no campo

Foto: Acervo iconográfico IBGE
Foto: Acervo iconográfico IBGE

Em 1950, a taxa de analfabetismo no Brasil era de 50,3% (e 66,9% na população da zona rural). Havia poucas escolas no campo, como esta, em Canutamã, no Amazonas. Hoje, o analfabetismo caiu para 10%, mas ainda atinge 23,4% dos que vivem em áreas rurais, segundo relatório divulgado pelo Observatório da Equidade, órgão do governo federal.

 

 


Na internet 

O site da Biblioteca Digital Mundial oferece consulta de mapas, livros e fotos reunidos em diversas instituições do mundo, com fácil navegação e ferramenta de busca.


Calvin

Calvin

Toda semana, uma nova tirinha sobre Educação com Calvin e seus amigos


Cinema
Da Febem para a telona

Foto: Warner Bros./Divulgação
Foto: Warner Bros./Divulgação

A vida de um garoto considerado irrecuperável por uma instituição para crianças infratoras (na época, a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor, Febem) virou tema do filme O Contador de Histórias, dirigido por Luiz Villaça e com estreia nos cinemas prevista para 7 de agosto. Roberto Carlos Ramos, o protagonista, viveu dos 6 aos 13 anos como interno da Febem. Fugiu dezenas de vezes e aprendeu a roubar, brigar e se viciar em drogas, mas foi adotado por Margherit Duvas, pedagoga francesa que deu outro futuro ao garoto. Ele aprendeu a ler e escrever e viveu com ela por seis anos. Formou-se em Pedagogia e hoje é um contador de histórias "de praças públicas, festas infantis ou plataformas de petróleo", como se apresenta. O filme discute o papel dos educadores e como as crianças podem aprender e mudar de vida. Basta dar-lhes oportunidade.

Leia entrevista com o pedagogo Roberto Carlos Ramos, protagonista do filme O Contador de Histórias. Clique aqui para assistir ao trailer.


Gente
Professora Nota 10 na Turquia

Bernadete Rocha da Silva, uma das vencedoras de 2007 do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, desenvolveu o trabalho Bichos Esquisitos na EM Francisca Aragão Silva, em Rio Branco. Graças à visibilidade alcançada com a premiação, foi convidada a participar na Universidade Federal do Paraná (UFPR) de uma investigação sobre o conceito que as crianças de pré-escola têm sobre insetos. "A intenção é contribuir para a compreensão sobre como elas pensam e constroem conceitos científicos", explica. E a educadora vai longe: em agosto, viaja para a Turquia para apresentar seu projeto em um congresso de pesquisas Educacionais em Ciências.


Pesquisa
Sem investimento, Educação não avança

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Ilustração: Mario Kanno

O valor investido no Ensino Fundamental nos Estados Unidos ou no Japão é quase nove vezes maior do que no Brasil. Nossos gastos também são mais baixos que os de México e Chile. "Não é possível fazer milagre e mudar o quadro da Educação com tão pouco dinheiro", resume Celia Lessa Kerstenetzky, professora do Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, Rio de Janeiro. Ela toma por base os resultados de uma pesquisa feita por ela e por Livia Vilas-Bôas Hacker Alvarenga. O trabalho das economistas relaciona o investimento em Educação com a posição desses países no Programa Internacional para Avaliação dos Estudantes (Pisa), teste realizado de três em três anos com estudantes de 15 anos de idade. Os mais bem colocados gastam uma quantidade muito maior por aluno do que o Brasil, onde cerca de 40% dos alunos têm as piores notas. "A solução não é só dinheiro porque as diferentes políticas educacionais certamente levam a resultados variados. Mas sem aumentar os gastos continuaremos em grande desvantagem em relação às nações mais avançadas", diz Celia (veja mais resultados no gráfico). A edição 2009 do Pisa foi realizada em maio e cerca de 50 mil jovens brasileiros responderam às provas de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências. Os resultados devem ser divulgados em dezembro de 2010.