Educação indígena

Cultura local

POR:
Elisa Meirelles, NOVA ESCOLA, Camila Camilo
Korotowï Taffarel. Foto: Lenine Martins/Secom
Korotowï Taffarel, professor da tribo ikpeng, do noroeste do Mato Grosso

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) garante aos povos indígenas o direito a uma escola que valorize sua cultura e, ao mesmo tempo, lhes dê acesso ao conhecimento das demais sociedades. Korotowï Taffarel, da tribo ikpeng, do Mato Grosso, se tornou professor por escolha da comunidade e dá aulas há mais de 20 anos. Como o conhecimento é valorizado por seu povo, buscou aprimorar os estudos. Em 2006, concluiu a licenciatura em Línguas, Artes e Literatura na Faculdade Intercultural Indígena da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat). Com a formação, conseguiu organizar melhor o planejamento. "Aprendi a trabalhar de maneira multidisciplinar", comenta. O curso durou cinco anos e contou com aulas na faculdade (janeiro e julho) e estudos na aldeia (demais meses). Após a licenciatura, o educador fez mestrado em Ciências Ambientais em outro campus da Unemat. A escolha do tema teve como foco a realidade local. "Como não somos mais nômades, temos que aprofundar o cuidado com a natureza."


Inclusão
Onde posso aprender Libras e o que é preciso para trabalhar como intérprete? 
Pergunta enviada por Luiz Guilherme Tadashi, Goiânia, GO
 

Para quem já dá aulas na rede pública, a Universidade Aberta do Brasil (UAB) oferece cursos de licenciatura em Língua Brasileira de Sinais (Libras). O interessado deve se candidatar por meio da Plataforma Freire (freire.mec.gov.br). A UAB também disponibiliza vagas por demanda social, para quem ainda não é professor. Outra opção é buscar faculdades e instituições do terceiro setor que ofereçam o curso. Independentemente do local de formação, para tornar-se intérprete e trabalhar em escolas regulares, é preciso conseguir a Certificação de Proficiência em Libras (ProLibras). A prova é feita pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Saiba mais.


Pós-graduação
Trabalho com turmas do 1º ao 5º ano. Ao fazer especialização em alfabetização, onde mais posso atuar?
Pergunta enviada por Rosecléa Ferreira, de Itaperuna, RJ

Ao cursar uma especialização como essa, Rosecléa, você aprimora seus conhecimentos sobre alfabetização e pode tanto utilizá-los em sala de aula quanto contribuir com a formação docente. Uma pós na área é um diferencial, por exemplo, para quem quer trabalhar como coordenador pedagógico de 1º a 5º ano ou de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Outra opção é atuar no Ensino Superior. Como explica Regina Scarpa, coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita (FVC), para isso, é preciso checar se a especialização conta com uma disciplina chamada Didática do Ensino Superior. Se sim, a formação permite lecionar em faculdades que aceitem professores com pós-graduação latu sensu.


49,7%

É o percentual de alunos que cursaram graduações voltadas à educação, entre todos que concluíram cursos a distância em 2010.

Fonte MEC

Compartilhe este conteúdo:

Tags

Guias

Tags

Guias