A Educação brasileira de luto

POR:
Gabriel Pillar Grossi

Faltando quatro dias para o fechamento desta edição, o Brasil todo foi surpreendido com uma das notícias mais tristes dos últimos tempos: um ex-aluno da EM Tasso da Silveira matou 12 adolescentes nos corredores e nas salas de aula. A tragédia no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, emocionou o país e levantou debates sobre como a violência afeta nossas escolas: desde o bullying até a discussão sobre o aumento da segurança. Diante do espanto causado por um acontecimento inédito na história brasileira, começamos a pensar em como contribuir para a reflexão sobre o assunto. Na página 20, você encontra uma reportagem sobre caminhos para os gestores liderarem o processo capaz de reerguer as equipes em situações desse tipo.

O tema também está presente, desde 7 de abril, nesta página. Ninguém tem dúvidas de que é muito difícil superar esse trauma. Diretores, coordenadores, professores, funcionários e alunos de todas as regiões brasileiras estão se perguntando como chegamos a esse ponto e o que é possível fazer para evitar novas pequenas e grandes tragédias. Entender que um problema como o vivido pelos alunos de Realengo é, ao mesmo tempo, uma situação absolutamente excepcional, mas um dado concreto da realidade atual, é essencial para analisar o papel da escola na sociedade - e continuar acreditando que não é com muros cada vez mais altos e cadeados maiores que construiremos um mundo melhor. Ao contrário, discutir abertamente todas as questões que nos afetam, sobretudo nas grandes cidades, é o melhor caminho para oferecer perspectivas de futuro para nossas crianças e jovens.

Um grande abraço e boa leitura,

Gabriel Pillar Grossi
Diretor de Redação

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