Rede pública avança mais que a privada

POR:
Beatriz Santomauro
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A comparação entre os resultados do Índice de Educação Básica (Ideb) em 2005 e 2007 mostra que são as escolas públicas as responsáveis pela elevação do desempenho no Brasil (veja o gráfico Crescimento). A análise dos índices que compõem o Ideb - Prova Brasil e taxa de aprovação - revela, por exemplo, que as notas das públicas de 1ª a 4ª série na Prova Brasil subiram 6,92% e as das privadas 0,22%, enquanto a elevação das taxas de aprovação ficou em 4,95% nas públicas e 0,94% nas particulares. Esses avanços são explicados por Heliton Ribeiro Tavares, diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): "É mais comum o crescimento de redes abaixo da média do que a melhoria das já boas, que tendem a variar pouco". As projeções apontam, entretanto, que os dois grupos terão, em 2021, uma diferença de 29% nas séries iniciais e 40% nas finais (veja o gráfico Evolução). A igualdade entre públicas e particulares só deve ocorrer em 2040.


Na internet 
Site da Revista de História, da Biblioteca Nacional, com entrevistas, artigos e informações publicados na versão impressa sobre eventos e personagens que marcaram época. 


Televisão
Escola no fim de semana

Em maio, estreia um novo programa direcionado a educadores, pais e gestores. É o Globo Educação, que vai ao ar semanalmente durante 20 minutos nas afiliadas da TV Globo e no Canal Futura. Na pauta, visitas a escolas públicas bem-sucedidas em diferentes estados, reflexão e acompanhamento dos indicadores de qualidade da Educação e ainda entrevistas com personalidades que relembram a vida escolar.
Onde e quando A exibição será feita na TV Globo (aos sábados, às 6h10) e no Canal Futura (aos domingos, às 13h30, com reapresentação no sábado seguinte, às 10h30).


Gente
Cálculos pelo tato 

Foto: Patrícia Barbosa (Unioeste)
Foto: Patrícia Barbosa (Unioeste)

Rubens Ferronato, professor de Matemática em Cascavel, a 521 quilômetros de Curitiba, se dedicou a ensinar a disciplina a deficientes visuais. Em 2000, inventou um instrumento chamado multiplano para que os alunos pudessem compreender gráficos, equações e funções pelo tato. O equipamento é uma placa perfurada, composta de quadriculados, elásticos e pinos. O estudante cego ouve o enunciado do professor, resolve as operações no multiplano e registra a resposta em braile.

 


Calvin

Calvin

Toda semana, uma nova tirinha sobre Educação com Calvin e seus amigos


Linha do tempo
Quarenta anos da chegada do homem à Lua

1969 O astronauta Neil Armstrong, um dos três tripulantes da nave norte-americana Apollo 11, foi o primeiro homem a pisar em solo lunar. Naquele 20 de julho, ele disse uma frase que entraria para a história: "Este é um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade".

1970 Um acidente na Apollo 13 chocou o mundo: o sistema de oxigênio explodiu, mas os três astronautas a bordo voltaram com segurança à Terra. O episódio inspirou um filme norte-americano que levou o nome da nave.

1972 Na última ida à Lua, feita pela Apollo 17, houve coleta de rochas para a pesquisa sobre a composição da superfície e paradas em crateras para o registro de imagens. Depois de seis missões, estava encerrado o programa Apollo, iniciado em 1967.

2006 Marcos Pontes é o primeiro brasileiro a ir ao espaço - é o único falante da língua portuguesa e morador do Hemisfério Sul a alcançar o feito. Seu objetivo com a viagem foi realizar experimentos em microgravidade e promover o Programa Espacial do país.

2009 A Agência Espacial Americana (Nasa) apresentou em março a nave Orion, projetada para levar astronautas à Lua e a Marte. O ano previsto para as próximas viagens é 2020.


24,3% é o índice de aumento salarial de mulheres que se alfabetizam entre 45 e 60 anos de idade.
Fonte Pesquisa Efeitos da Alfabetização de Adultos sobre Salário e Emprego, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo


Ontem e hoje

Foto: Carlos Namba
Foto: Carlos Namba

Em 1977, quando ocorreu o primeiro censo escolar do município de São Paulo (foto), os professores coletavam os dados de casa em casa. Hoje, as escolas reúnem as informações de matrículas e as enviam ao Ministério da Educação (MEC) pelo site. Este ano, o prazo se esgota em 31 de agosto.

 

 

 


Colaborou Rodrigo Ratier

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