Eles são professores nota 10

Conheça os três finalistas do Prêmio Victor Civita na categoria Língua Estrangeira em 2000

POR:
Marques Casara

I love Paranapiacaba

Antônio Carlos: espírito de equipe. Foto Masao Goto Filho
Antônio Carlos: espírito de equipe. 
Foto Masao Goto Filho

Antônio Carlos Peralle é formado em Letras e em Artes Cênicas. Professor da Escola Cooperativa da Vila Mariana, em São Paulo, desenvolveu o projeto O Museu de Paranapiacaba. Ele e seus alunos da 7a série criaram um folheto turístico, em inglês, sobre o museu dessa pequena cidade paulista. Trabalharam no projeto durante o primeiro semestre do ano passado. Com câmeras de vídeo e gravadores, entrevistaram moradores, funcionários do museu e turistas. O material serviu de base para a redação dos textos. "Os alunos não foram apenas receptores de informações, mas produtores de um trabalho específico."

Segundo Peralle, um dos pontos altos do projeto foi o espírito de equipe desenvolvido entre os jovens. O professor, que já esteve no palco como ator, diz que seu grande sonho sempre foi ensinar: "Levo minha experiência cênica para a sala de aula. Desenvolvo jogos que deixam as atividades mais alegres e produtivas". Ele lembra que o sucesso do trabalho só foi possível graças ao apoio da escola.

Canções que motivam 

Gisele: música para quebrar resistências. Foto: Joel Rocha
Gisele: música para quebrar resistências. 
Foto: Joel Rocha

Não se pode dizer que a aula de Inglês seja a mais amada pelas turmas de 5a e 6a séries. Os próprios professores são testemunhas disso. Alterar esse princípio e despertar o interesse dos alunos foi o objetivo da professora Gisele Nohama, da Escola Municipal Maria Clara Tesserolli, de Curitiba, ao desenvolver o projeto Cantando e Aprendendo Inglês. As aulas se tornaram muito mais produtivas e divertidas, elevando a disciplina para a lista das mais queridas pela garotada.

"A música facilita a aprendizagem, faz parte do mundo adolescente. Foi incrível como eles aprenderam a se comunicar em inglês", conta Gisele.

Ela trabalhou com letras de caráter didático, canções folclóricas e sucessos atuais. "A música foi o instrumento motivador que faltava para que eles assimilassem o conteúdo. A parceria entre professor e alunos saiu fortalecida", lembra. O ponto alto foi a produção de uma peça de teatro sobre o Dia das Bruxas, tradicional festa norte-americana, totalmente encenada em inglês.

Guias turísticos da floresta

Shinésia: a língua em situações práticas. Foto: Antônio Maria de Oliveira
Shinésia: a língua em situações práticas. 
Foto: Antônio Maria de Oliveira

Conceição do Araguaia é uma pequena cidade do sul do Pará, lugar mais conhecido no resto do Brasil por conflitos de terra do que pela beleza das matas. Mesmo assim, sempre aparece por lá um turista ou aventureiro que pouco ou nada fala em português. Foi com base nessa constatação que a professora Shinésia Oliveira, da Fundação Bradesco, criou o projeto Aprender a Valorizar Diversas Culturas, que deu um sentido prático às aulas de Inglês da 5a série. Shinésia ensinou a língua estrangeira numa situação real: seus alunos são filhos de comerciantes e convivem diretamente com o turista.

"Eles aprenderam a se comunicar em situações de compra e venda ou na hora de passar informações turísticas. As aulas se tornaram mais produtivas", explica a professora. A turma dramatizou diálogos, produziu cartazes e placas bilíngües. Assim, foi aberta uma frente de conhecimento que facilitou a aprendizagem e deu a eles a oportunidade de conviver com visitantes estrangeiros.

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