3G, 4G, banda larga, wi-fi, wimax: entenda o que significam

POR:
Camila Camilo
Veja na Sala de Aula

Você já deve ter ouvido esses termos e sabe que  eles têm a ver com conexão à internet. Mas consegue diferenciá-los? Entenda o que são e amplie seus conhecimentos sobre as tecnologias de acesso ao mundo virtual

Conexões com a internet. Imagem: Andre Menezes


Tão importante quanto localizar uma informação na internet é a velocidade para acessá-la. Atualmente, segundo dados da Associação Brasileira de Telecomunicações, são feitos no Brasil 83 milhões de acessos (por computador, celular ou tablet, por exemplo) com banda larga, um modelo bastante rápido de conexão. Mas nem sempre foi assim. Há pouco mais de dez anos, a maior parte das pessoas usava a conexão discada, feita através da linha telefônica como se fosse uma chamada local. Baixar um arquivo no computador ou simplesmente enviar um email, que hoje leva segundos, poderia demorar muito mais tempo.

Veja abaixo cinco verbetes que explicam os meios mais comuns de conexão com a internet: banda larga, wireless (ou wi-fi), 3G, 4G e wimax. A consultoria é de Ilton Miyazato, professor de Física do Colégio São Francisco de Assis em São Paulo (SP).



Banda larga: é a substituta da conexão discada, cerca de 1830 vezes mais rápida que sua predecessora. Antes, o computador era ligado ao fio da linha telefônica e o acesso à web era intermediado por um programa (o  provedor). Estabelecida a conexão, a linha ficava completamente dedicada ao acesso à rede. Em outras palavras, ou era a internet ou o telefone.

O  uso dos dois ao mesmo tempo só foi possível com o advento da banda larga, que aumentou as vias de conexão. Em vez de apenas uma - na conexão discada, a linha telefônica - são disponibilizadas três vias: uma reservada para falar ao telefone e as outras duas dedicadas ao envio e recebimento de dados. Para entender melhor, podemos comparar  com as estradas: a conexão discada era uma  pista simples com capacidade de carga e velocidade limitadas. A banda larga, ao contrário, tem mais "pistas" e, por isso, comporta mais carga com maior rapidez. A velocidade do tráfego de dados é medida pelo número de bits (a unidade básica de informação do mundo digital) transmitidos por segundo. Por exemplo: Quando se fala popularmente de "internet de 1 mega", estamos nos referindo à transmissão de 1 megabit (ou seja 1 milhão de bits) por segundo.

O Brasil vive uma expansão deste tipo de conexão, sobretudo com o Plano nacional de banda larga, uma iniciativa do governo federal responsável por 31,5% dos acessos feitos em 2011. Essa conexão pode ser feita nas modalidades por cabo e sem fio - essa última situação ocorre nos acessos wi-fi, 3G, 4G e wimax, que você conhece abaixo.

Wireless: é a transmissão de dados que dispensa o uso de fios, pois é realizada via ondas eletromagnéticas que se propagam pelo ar. O rádio e a TV funcionam de acordo com o mesmo princípio, já que recebem informações através de radiofrequência. Para se conectar via wireless é necessário um receptor no computador e um modem com roteador Wi-Fi (sigla mundialmente conhecida que, de forma simplificada, define uma região próxima com acesso à internet). Outras formas de conexão sem fio presentes no mercado são o bluetooth e o infravermelho. Com o primeiro, que também funciona por meio de ondas eletromagnéticas, os aparelhos podem intercambiar informações apenas pela proximidade, sem a necessidade de instalação de um programa. Já o infravermelho é bastante utilizado no nosso dia a dia: é o que permite que o controle remoto funcione, enviando sinais para o receptor que está na frente da TV. 

3G: é a terceira geração da tecnologia que permite acessar a internet com o celular, também por meio de uma faixa de frequência de ondas eletromagnéticas. Com o 3G é possível  trocar dados com maior velocidade, ver televisão pelo celular e até fazer vídeochamadas.

4G: é uma evolução da tecnologia de conexão pelos celulares, até 100 vezes mais rápida que a 3G. Além de mais qualidade nas chamadas de voz, vídeochamadas e navegação, comporta mais conexões em uma mesma antena. Isso resolve um dos problemas que as operadoras enfrentam com as antenas 3G e por esse motivo a Agência Nacional de Telecomunicações está incentivando o compartilhamento de torres transmissoras entre as diferentes operadoras. Essa tecnologia ainda está em fase de implantação aqui no Brasil, apesar de já estar presente em alguns dispositivos como celulares e tablets de última geração.

Wimax: é uma versão mais aprimorada do Wi-Fi, que também funciona por ondas eletromagnéticas mas permite melhor transmissão de dados e uma área de cobertura muito maior devido a antenas mais potentes. Essa nova tecnologia chega onde operadoras de telefonia ou de TV a cabo não conseguem alcançar e, por isso, pode beneficiar regiões rurais onde ainda não há cabeamento. O problema é que para implementar esse tipo de conexão é preciso reestruturar o sistema de transmissão, o que custaria bastante dinheiro.

 

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