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Séries do Futura revelam como a educação pode transformar a vida de jovens e adultos

Conheça histórias inspiradoras de alunos da EJA e do Novo Ensino Médio que se tornaram protagonistas na vida escolar e seguem firmes em sala de aula

PorNOVA ESCOLA

23/06/2023

Aos 43, Claudete de Souza voltou a estudar: o relato de sua experiência está na série De volta às aulas, do Futura

Quando a Claudete de Souza, 43 anos, decidiu voltar para a sala de aula, viu a educação transformar sua vida aos pouquinhos. As filhas mais novas, por exemplo, desanimadas com a escola, sentiram-se estimuladas pela mãe e também retomaram os estudos. 

“Minha rotina é corrida, saio de casa às seis e quarenta [da manhã] para trabalhar. Quando volto para casa, organizo minhas coisas, tomo banho, descanso um pouco e já me arrumo para ir à escola”, conta. O relato de Claudete faz parte da série De volta às aulas, lançada pelo Futura (um projeto da Fundação Roberto Marinho) em parceria com o SESI (Serviço Social da Indústria). 

Os episódios são emocionantes e apresentam a rotina de 13 escolas brasileiras  para manter jovens e adultos empenhados em seguir com os estudos. A série apresenta, a cada episódio, os desafios enfrentados por pessoas que deixaram a escola, mas que agora retomaram os estudos e estão vivendo experiências positivas em sala de aula.

Tatiana Milanez, líder de produção de conteúdo do Futura, explica que a ideia de cada capítulo é apresentar histórias com pessoas de diferentes regiões, idades e gêneros. "’Estudar é um direito de todos’, como diz a frase que encerra todos os episódios”, afirma ela, uma das responsáveis pela produção da série.

O episódio que conta a história de Claudete, por exemplo, mostra a rotina do local em que ela estuda, a Escola Municipal Caio Líbano Soares, em Belo Horizonte (MG). A unidade atende apenas estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

“Os depoimentos de alunos da EJA [apresentados na série] podem encorajar quem não acredita na possibilidade de concluir os estudos depois de certa idade. É fundamental a divulgação da modalidade para que possamos atingir as metas de aumento da escolarização e do protagonismo da população jovem, adulta e idosa”, afirma a diretora da escola, Valéria Gomes da Silva.

Aproximadamente 11 milhões de brasileiros com mais de 15 anos não sabem ler nem escrever, segundo dados de 2019 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A EJA é uma das chaves para levar de volta às salas de aula quem teve que abandonar os estudos no passado. É também um caminho para combater o analfabetismo no país e transformar a vida das pessoas. 

Valéria Gomes, diretora da EM Caio Líbano, que atende apenas a modalidade EJA

Histórias inspiradoras de jovens e adultos que voltaram à escola
Assista à série De volta às aulas no Canal Futura ou no Globoplay. São 13 episódios com 26 minutos cada.

A implementação do novo Ensino Médio

As mudanças apresentadas pelo Novo Ensino Médio, como aumento da carga horária dos alunos e a reorganização do currículo, têm como objetivo transformar a realidade de quem está na reta final dos estudos e engajar a turma. Fazer o modelo se tornar realidade requer engajamento de toda a comunidade escolar – um desafio nacional, mas que já apresenta experiências ricas e positivas por todo o país.

O CIEP Mané Garrincha, em Magé (RJ), por exemplo, tem trabalhado com projetos interdisciplinares e que colocam os alunos como protagonistas, no centro da aprendizagem. Um deles tem iniciativas em prol da educação ambiental e é apresentado em um dos episódios da série Novo Ensino Médio: É sobre isso, outra realização do Futura em parceria com o SESI.

“É incrível ter a experiência do projeto desenvolvido pela nossa escola em comunhão com os de outras escolas pelo Brasil, reunida em um documentário que problematiza o Novo Ensino Médio. É um tema extremamente relevante para a educação brasileira no início do século 21”, diz Sidney Cardoso Santos, diretor do CIEP Mané Garrincha.

A série Novo Ensino Médio: É sobre isso revela como escolas em diferentes estados do Brasil - de Magé, no Rio de Janeiro; União dos Palmares, em Alagoas; e Carapó, no Mato Grosso do Sul - estão trabalhando na implementação do Novo Ensino Médio com foco no protagonismo do estudante e em melhorar a experiência de aprendizagem. 

Segundo Márcio Motokane, responsável pela coordenação da série, os professores irão encontrar uma diversidade de experiências nas escolas que se conectam com a realidade dos alunos. Há casos de projetos ligados à comunidade quilombola, por exemplo.

“Os professores e diretores podem aprender com os episódios vários modos de como é possível implementar o Novo Ensino Médio, e também que o mais importante é observar sua diversidade, o seu olhar local, para conseguir estabelecer uma relação direta com as mudanças na etapa”, afirma.

Para Sidney, diretor do CIEP Mané Garrincha, a participação da escola na série é um legado do “poder de inspirar outros trabalhos e acreditar que a educação pública de qualidade é possível”.

“As duas séries exibidas pelo Futura têm a função de apresentar especificidades da EJA e do Novo Ensino Médio ainda pouco conhecidas. Queremos desconstruir visões equivocadas sobre o público-alvo e mostrar as formações diversas, que possibilitam a inclusão social e a evolução profissional no Brasil”, diz Wisley Pereira, Gerente-Executivo de Educação do SESI. 

Projetos inspiradores com alunos do Novo Ensino Médio em escolas reais

Assista à série Novo Ensino Médio: É sobre isso no Canal Futura ou no Globoplay. São 13 episódios com 26 minutos cada.

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