Conheça 6 livros escritos por pensadoras da Educação

Obras nacionais e internacionais falam de alfabetização, racismo a cultura

POR:
Ana Paula Bimbati
animação com fotos das pensadoras da Educação e com as capas dos livros
Crédito: Reprodução (livros) e Wikimedia Commons (autoras)

Quando alguém pergunta sobre pessoas que marcaram e marcam a Educação, quais os nomes vêm à sua cabeça? Vygotsky, Piaget, Paulo Freire? Sem dúvida, foram pessoas importantes, mas também existem mulheres que deram sua contribuição para entender teorias, criar concepções de Educação e repensar práticas pedagógicas. 

Em homenagem ao Mês da Mulher, reunimos 6 livros escritos por pensadoras da Educação. São obras sobre práticas pedagógicas, literatura, Educação Infantil e feminismo. Confira:

Alfaletrar: Toda criança pode aprender a ler e a escrever, Magda Soares (Editora Contexto)
Uma das maiores especialistas em alfabetização do Brasil, a professora emérita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Magda Soares traz em seu último livro publicado os seus 12 anos de experiência na rede municipal de Lagoa Santa. Com relatos e registros de professores e alunos, a especialista escreve sobre os aprendizados sobre a forma que as crianças aprendem a ler e escrever. Leitura obrigatória para professores dos Anos Iniciais.

Se quiser saber mais sobre a obra, confira a entrevista com a autora.

Becos da memória, Conceição Evaristo (Editora Pallas)
Conceição traz nesta obra uma reflexão sobre o preconceito e as desigualdades sociais. A narradora Maria-Nova relembra situações que viveu na favela durante sua infância e os momentos de luta que a comunidade passou. Durante o livro, traz histórias que ouviu sobre a escravidão e faz um paralelo entre as características da vida nas senzala e onde vive. Em um dos capítulos, Maria-Nova faz uma reflexão sobre a construção de sua identidade enquanto mulher negra, apresentando diversos questionamentos interessantes.  

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Psicogênese da língua escrita, Emília Ferreiro e Ana Teberosky (Editora Penso)
As autoras são duas grandes pensadoras da Educação, em especial para quem é da área da alfabetização. Nesta obra, elas apresentam a ideia de que as crianças constroem diferentes hipóteses do sistema de escrita. A proposta do livro é explicar como acontece o processo de entendimento da criança e não o de criar uma nova metodologia. 

Ensinando Pensamento Crítico, Sabedoria e Prática, bell hooks (Elefante Editora)
A educadora estadunidense traz neste livro, inspirado em práticas aprendidas com seus professores, a construção do pensamento crítico a partir de temas como raça, gênero, descolonização e colaboração. Nas páginas, é possível se aprofundar nos assuntos e relacionar com vivências de bell hooks, como sua experiência na Educação Básica em uma escola segregada para pessoas negras. Além disso, a autora discute a Educação democrática, o impacto de uma escola exclusivista e a falta de debates democráticos nos ambientes escolares. A obra faz parte da trilogia do ensino. 

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Mente Absorvente, Maria Montessori (Editora Nórdica)
Você já ouviu falar da Educação Montessoriana? Com certeza esse é um dos conceitos mais conhecidos entre professores e especialistas, principalmente quando o tema é Educação Infantil. Em “Mente Absorvente”, a responsável por esse conceito, a italiana Maria Montessori descreve como as crianças absorvem todos os estímulos ao seu redor. Uma curiosidade é que o livro é uma reunião de palestras feitas por Montessori em Ahmedabad, Índia, para professores durante sete anos. É uma boa indicação para educadores infantis e aqueles que querem entender mais o que a pensadora defende: a valorização do aluno.

Por um feminismo afro-latino-americano, Lélia Gonzalez (Editora Zahar)
Formada em Geografia, História e Filosofia, Lélia Gonzalez é uma das mais importantes figuras da luta antirracista. Para quem deseja estudar mais sobre igualdade de gênero com recorte racial, a obra da professora é ideal para você! O livro reúne textos escritos entre 1979 e 1990, muitos nunca divulgados, além de materiais publicados na época pela imprensa. Ela reflete sobre as desigualdades sociais e a luta do feminismo negro na América Latina. 

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