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Como ajudar a criança a desenvolver hábitos saudáveis desde cedo

Personagens da Sésamo ajudam a abordar o tema de maneira lúdica e interativa

POR:
Daniele Madureira
Ilustração: André Asahida/Sésamo

Promover uma rodada de pizza de couve-flor, em que a principal matéria-prima foi plantada pelas crianças na própria escola. Lavar as mãos em um banheiro adaptado, com secador de mãos que faz cócegas. Praticar yoga em sala. Ensinar às crianças mais velhas brincadeiras que só as mais novas sabem.

Todas essas experiências vividas em escolas municipais do interior paulista fazem parte do programa Vamos Brincar!, desenvolvido pela Sésamo, em parceria com o Instituto Avisa Lá e com patrocínio da Fundação Femsa. A proposta é ensinar a criança a cuidar de si mesma de uma maneira lúdica e interativa, que desperte a curiosidade e fortaleça a autoestima. São abordados cinco hábitos saudáveis: alimentação equilibrada e hidratação, higiene pessoal, atividades físicas, consciência corporal e autorregulação emocional.

“O que as crianças aprendem na primeira infância carregam para a vida inteira”, diz Julia Tomchinsky, diretora de Educação e Impacto Social da Sésamo no Brasil. Não há como separar corpo e mente em crianças dessa faixa etária. “As crianças pequenas, de 4 e 5 anos, não se manifestam apenas pela forma verbal, mas também pelos movimentos, pelo brincar, pelo desenhar, pela sua expressão facial”, diz  Cisele Ortiz, coordenadora adjunta do Instituto Avisa Lá, parceiro na iniciativa da Sésamo.

“Ao ajudar as crianças a atingir seu potencial máximo, construímos a sociedade onde queremos estar: com mais equidade e prosperidade”, diz Eva Fernández,

gerente de Investimento Social em Primeira Infância da Fundação Femsa. O carisma dos personagens da Vila Sésamo foi escolhido pelo programa para abordar os temas de maneira divertida. “Os personagens permitem conversar com as crianças no seu próprio idioma, é uma maneira eficaz de convidá-las a refletir sobre a importância de cuidar dos seus corpos e reconhecer as suas emoções”, afirma Eva. 

A Sésamo, que já levou o Vamos Brincar! para o México, Colômbia, Equador, Panamá e Guatemala, inovou a abordagem do programa no Brasil. “Não ficamos restritos à distribuição dos episódios em mídias de massa, como TVs públicas e redes sociais. Aqui também procuramos trabalhar a mudança de comportamento, realizando parcerias com secretarias municipais de ensino”, explica Julia. Por meio de formações com os professores, os diferentes materiais do projeto são explorados e cada instituição de ensino cria estratégias contextualizadas para utilizá-los junto às crianças e seus familiares. O projeto começou em 2018 na cidade de Jundiaí (SP) e já envolveu cerca de 5 mil crianças e suas famílias, além de 250 profissionais de Educação Infantil de 16 escolas do município. Este ano, as ações foram ampliadas para as cidades de Mogi das Cruzes (SP) e Itu (SP), e a estimativa é alcançar outras 7 mil crianças e cerca de 200 educadores.

Com a nova realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus, o projeto teve que se adaptar. O objetivo é continuar envolvendo as crianças e as famílias na promoção de hábitos saudáveis mesmo a distância. Para isso, as formações com os educadores passaram a ocorrer de forma remota. E as escolas estão procurando novas formas de contato. “Nós criamos uma página no Facebook para manter a interação com as crianças”, diz Lisandra Oliveira Santos, diretora da EMEB Profª Cleo Nogueira Barbosa, uma das escolas de Jundiaí que participam do Vamos Brincar!. “Os pais costumam postar conceitos assimilados no programa, que as crianças repetem em casa. Por exemplo, como lavar de maneira correta as mãos, algo que ganhou uma importância ainda maior neste momento”, conta Lisandra. O material é tão rico, segundo a diretora, que a escola já começou a fazer a documentação pedagógica das atividades desenvolvidas entre pais e filhos. “Há vídeos, por exemplo, em que crianças e pais brincam de provar alimentos de olhos vendados”.

A EMEB Profª Cleo Nogueira Barbosa é uma das maiores escolas de educação infantil da cidade, com 620 alunos de 4 e 5 anos. Para dar conta de toda essa demanda durante o período de quarentena, foram criados 24 grupos de WhatsApp, em que as professoras mantêm contato com os pais. A cada 15 dias, são enviadas propostas de atividade dentro dos conceitos trabalhados no Vamos Brincar!, como higiene pessoal. 

Temas interligados 

Ao planejar suas ações para a promoção de hábitos saudáveis, o educador deve levar em conta diferentes aspectos da saúde da criança, lembrando que eles se relacionam entre si. 

Os exercícios físicos, por exemplo, se confundem com o brincar. “Nada mais comum do que a criança que pula corda, brinca de roda ou corre”, lembra Cisele. É brincando que a criança descobre até onde pode chegar com o seu corpo, com o seu fôlego, com a sua vontade, quais as habilidades mais naturais e quais as mais desafiadoras. 

O brincar leva diretamente ao tema da autoconsciência corporal: “Até onde eu consigo esticar a minha perna? Posso dar piruetas? Cambalhotas? Qual a força do meu chute?”. A criança começa a perceber também que cresce – já não cabe nas roupas ou sapatos que ela usava antes. Seu corpo vai se modificando, e a curiosidade a respeito de si mesmo e do colega cresce.

A partir do momento em que os pequenos têm consciência do corpo, passam a cuidar dele. Nesse âmbito, podem ser explorados outros dois temas: alimentação balanceada e higiene pessoal. A criança passa a compreender, aos poucos, que quando se alimenta de diferentes fontes de energia (frutas, legumes, cereais, proteínas), cuida da parte de dentro corpo: deixando-o mais forte e disposto para as brincadeiras, além de resistente a eventuais doenças. Quando ela cuida da higiene pessoal – lava as mãos, toma banho, escova os dentes, penteia o cabelo –, trata da parte externa do corpo. Mais do que contribuir para a prevenção de doenças, a higiene pessoal aumenta o bem-estar e a ajuda a viver em comunidade. A criança nota: “O meu asseio é também respeito pelo outro”.

Ao pensar na sua relação com os outros, o educador chega, afinal, a outro tema fundamental: autorregulação emocional. “O que eu sinto quando alguém me machuca? Por que eu quero destruir o trabalho do meu colega? O que está me deixando nervoso?”. Ao ajudar a criança a entender o que a está incomodando, encorajá-la a falar sobre isso e, eventualmente, pensar uma solução que seja razoável para todos os envolvidos, o educador contribui para a construção da autonomia. Mais do que isso, para a sua vivência em sociedade, por meio da percepção de que todos temos direitos e deveres, uns para com os outros. 

Cinco sugestões de atividades 

Para ajudar os professores, foi elaborado, junto com a Sésamo, um Nova Escola Box inspirado nos temas e materiais do projeto Vamos Brincar! Preparamos relatos de experiência e atividades para promover hábitos saudáveis entre crianças da Educação Infantil. Além disso, você também terá acesso aos materiais do programa, que podem servir de inspiração para a sua própria prática e para o planejamento de ações de engajamento com as famílias da sua turma. 

Com exceção dos filmes que têm os personagens da Sésamo como protagonistas – Elmo, Come Come, Abby, Groover, Lola, Beto e Ênio –, todos os materiais produzidos pelo Vamos Brincar! são direcionados à família. “Ela é a portadora do conteúdo para promover vivências com as crianças”, diz Cisele. A importância da parceria escola-família se justifica ainda mais quando pensamos no papel do exemplo dos pais e responsáveis na construção de hábitos saudáveis, uma vez que as crianças aprendem não apenas ouvindo o que o adulto fala, mas olhando o que faz. 

Confira as cinco sugestões de atividades, preparadas dentro do Nova Escola Box: 

- Alimentação saudável: cozinhando com o Grover

- Cuidado pessoal: lavando as mãos com o Elmo

- Consciência do corpo: crescendo com Beto e Ênio

- Autorregulação: Lola, Luís e Elmo não querem dormir

- Atividade física: Lola e Come Come brincam com Elmo