5 planos de aula para ficar de olho no céu sem sair de casa

Do quintal, da varanda ou da janela de casa há um universo inteiro de descobertas que os professores podem propor para os alunos do Fundamental

POR:
Lucas Santana
Crédito: Getty Images

Com os alunos em casa por meses a fio fica, oferecer atividades que despertem o interesse e a curiosidade é cada vez mais difícil. Ainda sem a certeza de quando as crianças poderão sair e explorar o mundo, voltar o olhar para o céu pode ser uma opção para que mantenham o olhar curioso.

Para chamar a atenção das crianças para os corpos celestes, é interessante partir de fenômenos cotidianos como as nuvens, chuvas, fases da luz e a aparição do arco-íris. 

Contos, fábulas e mitos sobre o tema também são ótimas formas de sensibilização dos alunos para o estudo do céu. “O uso de aplicativos como o SkyMap e Star Safari”, explica Leandro Holanda, assessor pedagógico de Ciências no Colégio Albert Sabin, em São Paulo, e especialista do Time de Autores NOVA ESCOLA. As ferramentas sugeridas pelo educador fazem uma leitura do céu e encontram os corpos celestes invisíveis a olho nu por meio de geolocalização e a câmera do dispositivo. Ambos têm versões gratuitas e estão disponíveis para Android e iOS.

A observação do céu pode ser a oportunidade de despertar o interesse dos alunos pela ciência. “Estimular a curiosidade pode ajudar na busca de informação e compreensão de um dos temas que compõe, inclusive, toda uma unidade temática da BNCC [Terra e Universo]”, explica Leandro. Para muitas crianças e jovens, é o primeiro contato com métodos científicos básicos. “A tarefa da observação e da pesquisa de campo é importante, pois a ciência é a experimentação e a percepção do mundo a sua volta.”, afirma Erico Cândido, geógrafo e professor na Stoodi Ensino e Treinamentos a distância, plataforma de preparação pré-vestibular.

Como a observação do céu aparece na Base Nacional Comum Curricular (BNCC)?

“Na unidade temática Terra e Universo busca-se a compreensão de características da Terra, do Sol, da Lua e de outros corpos celestes – suas dimensões, composição, localizações, movimentos e forças que atuam entre eles. Ampliam-se experiências de observação do céu, do planeta Terra, particularmente das zonas habitadas pelo ser humano e demais seres vivos, bem como de observação dos principais fenômenos celestes. Além disso, ao salientar que a construção dos conhecimentos sobre a Terra e o céu se deu de diferentes formas em distintas culturas ao longo da história da humanidade, explora-se a riqueza envolvida nesses conhecimentos, o que permite, entre outras coisas, maior valorização de outras formas de conceber o mundo, como os conhecimentos próprios dos povos indígenas originários” (trecho retirado da versão final da BNCC, p. 328).

Segundo o documento, os alunos do Fundamental 1, a partir da observação sistemática, podem identificar fenômenos e regularidades que permitiram avanços para humanidade como maior autonomia para a regulação da agricultura, construção de calendários, entre outros. Já nos anos finais do Fundamental, a experiência anterior é ampliada e aprofundada. Com base em modelos explicativos pela ciência, eles devem ser capazes de explicar os fenômenos que envolvem a Terra, Lua e Sol. Para saber mais, confira aqui.

Essa experimentação e descoberta pode ser realizada sem sair de casa. Confira abaixo cinco planos de aula para Fundamental que trabalham a observação do céu e podem ser aplicados a distância no ensino remoto: 

O dia e a noite (Ciências - 1º ano)

Neste plano de aula, a professora Cibele Diogo Kimura propõe que os alunos observem os fenômenos naturais provocados pela incidência ou ausência de luz, e a mudança de comportamentos dos seres vivos em cada período. O objetivo é que as crianças identifiquem e diferenciam as características do dia e da noite.

Para usar o plano de aula a distância, o educador pode utilizar ferramentas digitais para realizar videochamadas. Sugere-se que os alunos assistam um vídeo sobre a lenda que conta como a noite surgiu para introduzir a discussão sobre os movimentos da Terra. Saiba mais sobre a adaptação da atividade para o ensino remoto.

Observação do céu durante o dia e a noite (Ciências - 3º ano)

O que tem no céu? Quais as diferenças entre o dia e a noite? Neste plano de aula, a professora Elisa Greenhalgh Vilalta sugere que os alunos identifiquem e reconhecem os astros visíveis no céu (Sol, Lua, estrelas e planetas) em cada período do dia.

Na aba #NovaEscolaEmCasa, encontrará as adaptações necessárias para realizar a atividade a distância. A sugestão é que as crianças observem e registrem os astros que identificaram em cada período do dia, e trabalhem de forma colaborativa. Saiba mais aqui

Movimento de rotação da Terra e a formação dos dias e das noites (Ciências - 6º ano)

Para onde foi o Sol? Onde a Lua se escondeu? Essas são perguntas comuns que podem surgir entre os alunos. O objetivo da aula da professora Elisa Greenhalgh Vilalta é fazer com que a turma relacione o movimento de rotação terrestre à formação dos dias e das noites. 

Para compreender o fenômeno, os alunos podem montar um modelo simples para fazer a simulação dos movimentos e depois compartilhar os resultados dos experimentos por WhatsApp. Leia mais aqui.

Reconhecendo o céu (Ciências - 6º ano)

Neste plano de aula da professora Denise Vieira a proposta é fazer uma viagem ao céu para conhecer as constelações sem sair de casa.  Para realizar esta atividade, os alunos podem utilizar ferramentas digitais como o aplicativo SkyMap ou acessar vídeo de realidade virtual. Confira a aba #NovaEscolaEmCasa para se aprofundar. 

As estações do ano e o movimento de translação (Ciências - 8º ano)

Neste plano de aula, o professor Hederson Vinicius De Souza sugere que os alunos analisem o papel da rotação e da translação da Terra na ocorrência das estações do ano. O educador propõe que os alunos criem gifs.

Para o ensino remoto, o professor pode utilizar ferramentas digitais para que os alunos investiguem o que sabem sobre o assunto e escrevam de forma colaborativa um texto informativo. Saiba mais aqui.

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