Coronavírus: veja quais redes de ensino suspenderam suas aulas

Diversos estados e capitais já paralisaram as escolas para prevenção do novo vírus

POR:
Ana Paula Bimbati, Miguel Martins
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para evitar aglomerações e prevenir a disseminação do coronavírus, redes estaduais e municipais do país têm optado por suspender suas aulas. Todos os estados brasileiros adotaram alguma medida de paralisação das atividades nas escolas (veja no gráfico ao fim da matéria). 

Com exceção do Amazonas, que suspendeu parcialmente as aulas da rede estadual por ora, todas as outras unidades da federação fecharam ou fecharão integralmente as escolas, geralmente por um prazo de 15 dias. Muitos estados optaram inicialmente por antecipar as férias de junho/julho.

Boa parte das capitais também adotou medidas semelhantes em relação às redes municipais. A rede privada também está sendo orientada a seguir as mesmas diretrizes dos estados e municípios. Diariamente, cada vez mais cidades ao redor do país aderem à paralisação. 

No estado de São Paulo, por exemplo, onde está a maior rede de ensino do país, as escolas estaduais e as municipais fecharão gradativamente. A suspensão será generalizada a partir de segunda-feira (23) por tempo indeterminado. 

No Rio de Janeiro, tanto o estado como a capital fluminse decidiram suspender as aulas. O prefeito Marcelo Crivella optou por manter as unidades escolares abertas das 11h às 13h para fornecer almoço aos alunos. No Distrito Federal, o governo disponibilizará uma bolsa-alimentação em um cartão para os estudantes. O valor será de R$ 3,98 por refeição. 

Algumas capitais se adiantaram aos governos estaduais e decretaram a suspensão das redes municipais. Foi o caso de Salvador (BA) e Curitiba (PR), por exemplo.

Parte dos estados e municípios preferiram antecipar o recesso escolar para tentar garantir o mínimo de 200 dias letivos anuais, exigidos pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Outros, porém, suspenderam as atividades sem precisar se haverá um adiantamento das férias ou se serão adotadas outras formas de manter parcialmente o funcionamento das redes de ensino, como na hipótese de substituição das aulas presenciais pela modalidade a distância.

O Ministério da Educação informou na segunda-feira (16) que vai autorizar a possibilidade de aulas a distância. “A ação tem caráter excepcional e valerá enquanto durar a situação de emergência de saúde pública por conta do coronavírus”, informa a pasta. A escolha por esse formato não é obrigatória. Até o fechamento desta matéria, o MEC não havia recomendado formalmente a interrupção de aulas das redes estaduais e municipais.

Para ajudá-lo a entender como está o cenário das redes estaduais no Brasil, bem como os prazos adotados por cada unidade da federação, NOVA ESCOLA fez um levantamento com todos os estados e sua respectivas capitais que suspenderam ou não suas aulas até o momento. Confira abaixo:

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