“Nunca tinha usado um jogo no Fundamental 2. Foi incrível”

Em depoimento, a professora Jaqueline Carvalho conta como um plano de aula de NOVA ESCOLA sobre formação de palavras engajou toda a turma

POR:
Jaqueline Carvalho
Foto: Acervo pessoal

Em Novo Horizonte, seguimos o currículo paulista. No primeiro bimestre, eu tinha algumas habilidades para trabalhar nas aulas de Língua Portuguesa com o 8º ano. Pesquisando na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), vi que há habilidades relacionadas à formação de palavras. Com o tema em mãos, algumas perguntas surgiram: como levar para os alunos? Em uma sequência didática? Qual? Como garantir uma aprendizagem significativa? Foi então que pensei em entrar no site de NOVA ESCOLA, digitar o número da habilidade e pesquisar algumas ideias. 

Escolhi a sequência didática Formação de Palavras por Composição para trabalhar com as minhas turmas do 8º ano. Durante o planejamento, foi tranquilo entender o que era proposto, porque as instruções são simples e a linguagem é próxima do professor. Fiz algumas adaptações e não usei datashow, por exemplo. Na hora do jogo (última aula) precisei dividir os alunos em grupos maiores, porque só consegui fazer cinco tabuleiros. 

Foi interessante trabalhar a partir de uma sequência didática, porque você consegue visualizar o ponto de partida e o de chegada. Dessa vez, consegui entender todo esse processo e vi como aprofundar o conteúdo com os alunos em cada aula. 

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Depois de contemplar todo o conceito, apliquei o jogo sugerido. Eu nunca tinha usado um jogo no Ensino Fundamental 2 e o resultado foi incrível. Plastifiquei o tabuleiro, assim posso utilizar com outras turmas e compartilhar com os colegas também. Comprei os dados e chocolates para os vencedores. 

A aplicação foi sensacional! Os estudantes se engajaram na atividade. Consegui incluir todos os meus alunos na aula, alguns com necessidades diversificadas, físicas ou cognitivas. Até quem não leva caderno para sala participou da atividade. Os estudantes que geralmente têm mais dificuldades mostraram ter desenvoltura em outras tarefas e isso foi o que mais chamou a atenção.

Como trabalhei o processo de derivação junto (a sequência didática era apenas sobre composição), inseri mais perguntas no jogo. A atividade indicava 12 questões, mas eu fiz 40. Os alunos gostaram muito e pediram até mais exercícios. 

Muitos professores acham que vão desenvolver uma habilidade da BNCC em uma única aula, mas não é assim. A habilidade não é desenvolvida com um único exercício e os planos de aula te mostram isso. 

Por exemplo, quando você vê uma habilidade como “pontuar adequadamente textos de diferentes gêneros (ponto, ponto de exclamação, ponto de interrogação, reticências (EF67LP33)”, é importante ter em mente que será preciso uma série de conteúdos e atividades para atingir essa habilidade sem esquecer de uma aprendizagem significativa, que para mim é muito importante também. 

Jaqueline Carvalho é professora há 9 anos. Atualmente, leciona em uma escola da rede pública de Novo Horizonte (SP) e costuma usar os Planos de Aula para inspirar novas atividades e entender a aplicação da BNCC. 

Depoimento a repórter Ana Paula Bimbati

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