Tecnologia: como usá-la para engajar os estudantes?

Contemplar os interesses pessoais dos alunos e promover o uso consciente e equilibrado das novas tecnologias são atitudes capazes de motivar a aprendizagem

POR:
Débora Garofalo
A escola é um local privilegiado para vivenciar a aprendizagem por meio da tecnologia. Foto: Getty Images

A tecnologia veio para ficar! Aplicá-la na Educação, portanto, tornou-se uma necessidade inadiável. Ao mesmo tempo, sabemos que a tecnologia não tem o poder de transformar nada sozinha. Por isso, o uso dela no contexto educacional deve ser acompanhado de objetivos claros, de modo que possa ser empregada com o propósito de melhorar efetivamente o aprendizado dos estudados e conectada às necessidades reais desses novos tempos.

Mas como engajar o aprendizado? 

Nossos jovens constantemente demonstram interesse pela Internet, redes sociais, vídeos, WhatsApp e tudo mais capaz de trazer interação e novas possibilidades. A escola é um espaço privilegiado para vivenciar esses novos caminhos para a aprendizagem. Ao mesmo tempo, a tecnologia pode ser conectada aos interesses reais dos estudantes e possibilita personalização ao ensino ao trazer motivação e engajamento.

É necessário que o professor parta desses interesses para propor atividades que permitam que os alunos compreendam que a tecnologia pode ser uma grande aliada da educação.

Para os jovens, é importante perceber que o uso da tecnologia vai além do entretenimento. Os motivos que embasam o uso das ferramentas digitais e os objetivos delas devem ser conhecidos pelos estudantes, bem como a atitude esperada em relação ao seu uso na aprendizagem.

Para motivar e engajar os estudantes, é necessário:

Compreender o interesse pessoal dos alunos

A escola precisa estar atenta aos interesses dos estudantes proporcionando interatividade, protagonismo e aulas diferenciadas com maior engajamento estudantil, empregando recursos necessários para melhorar a motivação e participação durante as aulas.
Para que isso seja possível, é importante saber:


Quais equipamentos os jovens utilizam e como potencializar esses recursos para uma aprendizagem efetiva. Em muitos países, é uma prática comum os jovens levarem seus equipamentos para a sala de aula.

Quais programas e aplicativos são utilizados pelos alunos? Quais estão relacionados às aulas e quais estão mais ligados ao entretenimento?

Quais apps ou programas são possíveis de serem adaptados ao contexto pedagógico?

Com relação à tecnologia, o que os estudantes gostariam de aprender?

Usar com moderação

A tecnologia na sala de aula visa aproveitar todas as oportunidades e vantagens para alavancar a aprendizagem - mas isso não significa ignorar as dificuldades e nem criar uma relação de dependência com as ferramentas tecnológicas.

É a própria adoção da tecnologia que permitirá a cada unidade escolar moderar o uso e criar estratégias para que os estudantes aproveitem a tecnologia com eficácia, direcionando e reduzindo o seu uso inadequado por meio da prática e do diálogo.

Diante disso, também é necessário trabalhar a sensibilidade da tecnologia na escola, por meio de ações como:

Combater o cyberbullying e outras formas de discriminação e preconceito

Reduzir a distração causada por aparelhos móveis

Equilibrar a hora de estudar com aquela reservada para o entretenimento

Orientar os estudantes a respeito da educação midiática, apresentando fontes confiáveis de informação para aumentar o senso crítico dos alunos.

Para que a tecnologia não se torne um fim em si mesma, é preciso estudar as melhores formas de empregá-la, sempre com o objetivo de de trazer benefícios para professores e alunos, aumentando a motivação de ambos em sala de aula.

E você, querido professor, como está utilizando a tecnologia para engajar os estudantes em seu aprendizado? Conte aqui nos comentários.

Um abraço,

Débora Garofalo é professora da rede Municipal de Ensino de São Paulo, formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, colunista de Tecnologia para o site da NOVA ESCOLA, Vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e Top 10 no Prêmio Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação.

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