Paula Peres Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), trabalhou com Educação antes mesmo de entrar na faculdade e foi educadora voluntária do Projeto Redigir por quatro anos. Nasceu no Capão Redondo, periferia de São Paulo, é feminista, pagodeira e tem sempre uma piada na ponta da língua. Gosta do cheiro de escola, café e pipoca.

Existe um mínimo humano comum?

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Paula Peres
Crédito: Duda Oliva

Olá!

Hoje de manhã a Nova Escola se reuniu para o nosso próprio Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC). O tema do debate eram as habilidades socioemocionais.

Entre as sugestões de leitura indicadas com carinho pela minha colega Carolina Miranda, havia um texto que explicava as cinco dimensões da personalidade humana: abertura a novas experiências, extroversão, amabilidade, consciência e estabilidade emocional (já ouviu expressões semelhantes em algum lugar? Pois é…).

Essas dimensões são resultado de uma análise de respostas de questionários aplicados em diferentes culturas e diferentes momentos do tempo sobre comportamentos que representam características de personalidade. Cruzando todas as respostas, os padrões circulavam em torno dessas cinco dimensões. Ou seja: os psicólogos chegaram a uma hipótese de que os traços de personalidade de todos os seres humanos se agrupam em torno de cinco domínios. É praticamente a descrição do ser humano em sua essência, sem as influências sociais, um “Mínimo Humano Comum”. Isso não é incrível? Eu achei, pelo menos.

Mas o que isso tem a ver com a sala de aula?

O debate sobre as habilidades socioemocionais ganhou força quando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) determinou em seu texto que elas precisam ser trabalhadas na escola. A especialista Pamela Brueming chegou a dizer, nessa entrevista para a NOVA ESCOLA, que o aprendizado dessas habilidades possibilita o desenvolvimento de um ser humano completo. Tudo a ver com o papo lá em cima das cinco dimensões da personalidade humana, né?

 Além de favorecer a aprendizagem, há estudos que mostram que um melhor desenvolvimento dos indivíduos por meio das habilidades socioemocionais favorece o ambiente escolar, porque valoriza atitudes de cooperação e empatia com os colegas. Quer saber mais sobre isso? Leia esta reportagem.

Se você já está imaginando as aulas que vai preparar sobre empatia ou resiliência, não se preocupe. A ideia é que essas atitudes sejam transversais à experiência escolar, e não focadas em momentos específicos. Por exemplo, você pode falar sobre as emoções humanas a partir da leitura de um livro. Veja aqui.

E, sempre que quiser aprender mais sobre as habilidades socioemocionais, não deixe de conferir a tag exclusiva que temos sobre o tema em nosso site.

Um abraço e até semana que vem,

Paula Peres
Redatora de Nova Escola