Saiba o que é Tinkering e como abordar em sala de aula

A metodologia faz pensar através de materiais, incentiva a criatividade e dá oportunidade para o protagonismo do aluno

POR:
Débora Garofalo
Menina monta circuito em sala de aula
Foto: Getty Images

Tinkering é uma metodologia que está relacionada ao termo maker, “faça você mesmo”, que vem crescendo no cenário educacional por estimular crianças e jovens a intervir em ambientes. A metodologia também está relacionada as propostas como o STEAM, que combina Ciência, tecnologia, engenharia, artes e Matemática.

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A metodologia está baseada no IBL (Inquiry Basead Learning), que traduzindo para o português, é uma pedagogia baseada em questionamento: centrada no aluno, imersiva, com atividades e práticas exploratórias, nos quais os elementos são envolventes e motivadores no processo de aprendizagem.

O Tinkering promove o desenvolvimento de capacidades essenciais para o século 21, como, pensamento crítico, criatividade, colaboração, resoluções de problemas, comunicação, responsabilidade, autoconfiança, empreendedorismo e literacia digital.

O ambiente diz muito nesta metodologia que tem como premissa o espaço com potencial lúdico sendo constituído de quatro pilares, conforme figura abaixo:

Ilustração sobre Tinkering


Esses pilares são essenciais para permitir a liberdade de criação em prol de resultados positivos na aprendizagem. O trabalho com Tinkering pode ser realizado de diferentes maneiras e formas. Em pouco tempo essa metodologia foi ampliada em centros educacionais e traz como premissa explorar objetos e espaços, exercitando habilidades como a criatividade, sendo já usada em escolas e museus principalmente na Europa.

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Levando para sala de aula

Para levar para sala de aula é importante ter em mente o papel de facilitador do professor gerado pela proposta Tinkering, o papel de acompanhar os participantes através de uma gama de possibilidades que garantem o processo de aprendizado.

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O professor deve se apoiar na exploração de materiais, na apresentação de objetivos, na reflexão sobre os processos e experiências que cada aluno participou, discutindo essas etapas e fazendo os estudantes mergulharem nessa metodologia.

Exemplos de atividades

Abrir um brinquedo para compreender o seu funcionamento, associando as áreas do STEAM e ou criar um circuito de papel que consiste em montar circuitos usando papel alumínio, bateria de lítio para acender luzes de led ou realizar outro funcionamento. Acesse aqui para saber um passo-a-passo de como realizar essa atividade. 

É importante salientar que é necessário definir objetivos claros para as atividades, inclusive para manusear os materiais e alcançar os propósitos com essa metodologia. 

A diversidade de materiais e a liberdade no desenvolvimento permite observar uma gama ampla de resultados finais diferentes entre si.  Além disso, um dos pontos fortes desta metodologia é a atitude e o trabalho em atividades que exploram baixo recursos, a partir de experiências práticas, que será a base para discussão e reflexão em torno dos objetivos de aprendizagem.

E você querido professor, já desenvolveu alguma atividade pautada no Tinkering? Conte aqui nos comentários e ajude a fomentar práticas docentes.

Um abraço,

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e uma das dez finalistas do Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

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