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Como uma atividade em grupo ensina inteligência emocional aos alunos

Estudantes terão que trabalhar juntos para aprender sobre empatia, colaboração e resolução de problemas

POR:
Débora Garofalo
Grupo de alunas reunidas em uma sala de aula conversam em frente a um computador
Foto: Getty Images

No último mês estive participando do programa de embaixadores da Educação da Fundação Varkey na Argentina e, entre as muitas atividades que tivemos com os professores participantes de todas as edições do Global Teacher Prize da América Latina, participamos de uma atividade com cavalos, denominada inteligência artificial, uma atividade voltada para o desenvolvimento da inteligência emocional.

Saiba mais

O conceito está relacionado a psicologia e descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim, como a capacidade de lidar com eles. Na Base Nacional Comum Curricular a inteligência emocional também está prevista no desenvolvimento integral dos estudantes e no desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

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A Educação voltada para o desenvolvimento socioemocional é imprescindível diante de mudanças constantes que a sociedade, bem como as relações humanas, protagoniza. Saber resolver conflitos, ter criatividade e se reinventar diante de crises não são habilidades inatas!

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Diante disso, fiquei pensando em uma maneira de adaptar a atividade que vivenciei na Argentina para o nosso dia a dia em sala de aula, algo que possibilitasse os alunos a vivenciarem e experimentarem uma atividade prática. Veja abaixo algumas instruções para levar essa experiência para a sua sala de aula.

Na prática

Para começar, uma roda de conversa

Uma roda de conversa é sempre o melhor jeito de iniciar uma nova atividade. Manter a escuta atenta, deixar os estudantes falarem sobre o que conhecem sobre o assunto, trazer casos e enfatizar a importância para a vida pessoal e o relacionamento com o outro é importante para introduzir o assunto.

O assunto também pode ser introduzido por um vídeo. Deixo aqui um curta de animação sobre o assunto para refletir sobre relacionamento, flexibilidade, humildade, inteligência emocional e novas atitudes ao se relacionar com o outro.

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Hora de realizar atividades

Organização

Após o primeiro momento, é hora de realizar atividades. Separe os alunos em grupos de cinco, dois alunos serão o cérebro da atividade, ou seja, aqueles que darão o comando. Os outros dois serão os braços, um será o esquerdo e o outro, o direito, e o último aluno será a pessoa em que a atividade deve ser executada.

Comandas

A ideia é passar tarefas simples, como: coloque o colete na pessoa, amarre o tênis, coloque a venda nos olhos da pessoa. Outra possibilidade é montar circuitos, para que os alunos percorram superando obstáculos no trajeto.

Os estudantes deverão estar todos juntos e abraçados, dois terão que colaborar e dar as comandas, os cérebros, os outros dois, os braços, terão de executar as comandas no aluno que estará imóvel e não poderá se mexer.

Todos terão de exercitar a colaboração, a empatia, e o papel de estar no lugar do outro para resolver um problema comum ao outro.

É importante também o professor trocar os papeis para que cada estudante vivencie essa situação.

Materiais necessários

  • Coletes utilizados na aula de Educação Física;
  • Faixas que podem ser feitas com tnt de cor preta;
  • Fita crepe para montar circuitos;
  • Objetos para serem colocados no caminho, como carteiras, mesas, entre outros.

Socialização

Após a atividade, é necessário fazer um segundo momento de escuta e deixar os alunos falarem como resolveram os conflitos internos do grupo e como se sentiram realizando essa atividade.  E que tal finalizar esse momento com um varal feito de palavras para ser colocado em sala de aula e ser retomado em outros momentos?

E você querido professor, como costuma trabalhar em sala de aula com seus alunos? Conte aqui nos comentários.

Um abraço,

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e uma das dez finalistas do Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

 

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