Paula Peres Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), trabalhou com Educação antes mesmo de entrar na faculdade e foi educadora voluntária do Projeto Redigir por quatro anos. Nasceu no Capão Redondo, periferia de São Paulo, é feminista, pagodeira e tem sempre uma piada na ponta da língua. Gosta do cheiro de escola, café e pipoca.

Você daria o seu card do Pikachu para outra pessoa?

POR:
Paula Peres
Crédito: Duda Oliva

Olá!

Hoje recebemos um grupo de 20 professores aqui na Nova Escola para conversar sobre um projeto que fizemos em conjunto. Todos se apresentaram mostrando uma imagem que ilustrava seu propósito do trabalho com Educação.

Eis que uma professora, a Mônica, de Mogi das Cruzes, mostrou um card do Pokémon, com a figura do Pikachu, quando chegou a sua vez de se apresentar. E explicou: “Meu aluno me disse que o card do Pikachu é a melhor carta do Pokémon, e por isso ele quis me dar de presente. Se ele deu o que tinha de melhor para mim, eu também preciso dar o que tenho de melhor para ele e meus outros alunos, todos os dias”.

Obviamente chorei muito (não sozinha). Não só porque amamos Pokémon (brincadeira, mas muitos gostam de verdade), mas por nos lembrar que temos a sorte de trabalhar com o que amamos e, por isso, dar o nosso melhor diariamente pode impactar outras vidas, como as suas e de seus alunos. E é isso que a gente pretende aqui em Nova Escola.

Também fiquei pensando em como é fácil dizer que “fazemos o nosso melhor” quando não é algo material, e como é tão difícil, na outra ponta, entregar o que temos de melhor a outras pessoas. Generosidade que o aluno da Mônica demonstrou sem pestanejar.

Muito obrigada, Mônica, por inspirar a equipe da Nova Escola com sua história (mas você esqueceu suas avaliações aqui!).

Por falar em avaliações…

A Pedagogia Waldorf, famosa entre quem estuda linhas de ensino, completa 100 anos no Brasil em 2019. E fizemos esta reportagem que explica, no fim das contas, o que é essa tal de Pedagogia Waldorf. Para fazer sentido com o subtítulo que eu escrevi, preciso dar um spoiler: eles defendem o fim das notas e das provas. Os alunos são acompanhados em sua integralidade e incentivados a pensar, sentir, formar opinião e desenvolver uma inteligência social. Saiba mais lendo o texto na íntegra.

Um abraço e bom fim de semana,

Paula Peres
Repórter de NOVA ESCOLA