Paula Peres Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), trabalhou com Educação antes mesmo de entrar na faculdade e foi educadora voluntária do Projeto Redigir por quatro anos. Nasceu no Capão Redondo, periferia de São Paulo, é feminista, pagodeira e tem sempre uma piada na ponta da língua. Gosta do cheiro de escola, café e pipoca.

Sem ofender o coleguinha, combinado?

POR:
Paula Peres
Crédito: Duda Oliva

Olá!

Sem querer, essa semana as newsletters estão temáticas sobre conflitos. Ontem, falei sobre como lidar com a raiva. Hoje a proposta é dar um passo à frente e refletir sobre nossa maneira de comunicar o que incomoda. Tudo bem sentir raiva, mas reagir de maneira agressiva não é legal.

Um dos caminhos para resolver conflitos é usando a Comunicação Não-Violenta (CNV). Esse conceito foi desenvolvido na década de 1960 e consiste em substituir nossos padrões de ação em uma discussão, seja se defendendo, recuando ou atacando. Em vez de focar no que aconteceu, debater os motivos que levaram a tal acontecimento. Esta reportagem explica melhor o conceito, e traz ainda 10 dicas práticas de como implementar a Comunicação Não-Violenta na escola. Veja aqui.

A propósito 1: em 2017, fizemos uma reportagem de capa

da revista falando sobre como vencer a cultura do ódio. Trabalhamos, também, os aspectos da Comunicação Não-Violenta que você pode aplicar na sua maneira de reagir a um ataque (presencial ou online). O acesso é exclusivo para assinantes, neste link.

A propósito 2: a reportagem sobre Comunicação Não-Violenta faz parte do Desafio Nova Escola. O projeto busca combater a solidão do professor a partir de 21 desafios diários que ajudam o educador a se reconectar consigo mesmo e com os outros. Estamos entrando na reta final dos desafios, mas você pode começar do início acessando aqui.

Arte de todos, para todos

Em 2018, uma reflexão do professor Mauro Batista da Rosa levou-o a desenvolver um projeto pedagógico de teatro com sua turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da EMEB Isidoro Battistin, em São Bernardo do Campo (SP). Ele queria que seus alunos refletissem sobre a realidade em que estão inseridos. O resultado foi uma apresentação de teatro de sombras que trabalhou diversos aspectos do preconceito que muitos dos alunos de Mauro enfrentam. Você pode saber mais sobre o projeto nesta reportagem.

Outra escola em São Paulo também usou o teatro para unir e incluir os alunos. Mas, dessa vez, eram alunos com deficiência intelectual e limitação dos movimentos e da comunicação. A EMEF Carlos Francisco Gaspar, em São Paulo (SP), criou um teatro de fantoches com painel sonoro para estimular a inclusão e a relação entre os alunos da turma do 4º ano. Saiba tudo sobre o projeto aqui.

Essas são as minhas sugestões de leitura do dia. Um abraço e até amanhã,

Paula Peres
Repórter de NOVA ESCOLA

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