Paula Peres Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), trabalhou com Educação antes mesmo de entrar na faculdade e foi educadora voluntária do Projeto Redigir por quatro anos. Nasceu no Capão Redondo, periferia de São Paulo, é feminista, pagodeira e tem sempre uma piada na ponta da língua. Gosta do cheiro de escola, café e pipoca.

O educador do ano é uma coordenadora pedagógica!

POR:
Paula Peres
Crédito: Duda Oliva

Olá!

A educadora do ano foi revelada na noite de ontem, 30 de setembro, no Prêmio Educador Nota 10: é Joice Lamb, coordenadora pedagógica da EMEF Profª Adolfina J. M. Diefenthäler, em Novo Hamburgo (RS).

Joice contou com a cultura de colaboração de sua escola para convidar os professores a reavaliar as práticas pedagógicas e experimentar novas ideias, como a contação de histórias para turmas diferentes das deles.

Esse nome soa familiar para você? É porque Joice escrevia em NOVA ESCOLA GESTÃO nos anos de 2017 e 2018. Em seus textos, ela falou sobre ações que poderiam ser implantadas na escola e deu dicas para melhorar os processos do dia a dia dos coordenadores. Minha colega Laís Semis fez uma seleção dos 5 textos preferidos dela que Joice escreveu em sua coluna. Clique aqui para ver a lista.

E, para saber mais sobre o projeto da Joice e dos outro nove vencedores do Prêmio Educador Nota 10 de 2019, veja esta reportagem.

Inclusão

Ontem, na cerimônia do Prêmio, o professor Luiz Gustavo Bonatto Rufino, de Educação Física em Paulínia (SP), falou sobre a importância da inclusão de todos os alunos nas aulas, com e sem deficiência. “Hoje a gente tem a possibilidade de fazer diferente, tem a possibilidade de estar com alunos com e sem deficiência na escola para construir uma visão melhor de mundo e a partir disso poder chegar o mundo cada vez melhor. É isso que dá sentido à Educação: poder transformar e ao mesmo tempo ser transformado.”, disse ele.

Essa visão de que os professores precisam pensar em projetos pedagógicos que já sejam, em sua concepção, inclusivos a todos os alunos está cada vez mais forte. O Instituto Rodrigo Mendes (IRM), por exemplo, desenvolve uma série de recursos em parceria com educadores para auxiliar o processo de ensino-aprendizagem em turmas compostas por estudantes com e sem deficiência.

Na EMEF Desembargador Teodomiro Toledo Piza, em São Paulo (SP), por exemplo, um jogo de tabuleiro foi idealizado para trabalhar temas ligados à biodiversidade e ecologia com a turma do 3º ano do Ciclo de Alfabetização que tinha alunos com dificuldades de aprendizagem e hipótese diagnóstica de autismo, mas pode ser adaptado para diferentes disciplinas, conteúdos e deficiências. Para saber mais sobre como isso pode ser feito e o projeto do jogo de tabuleiro, leia aqui.

Um abraço,

Paula Peres
Repórter de NOVA ESCOLA

Tags

Guias