Assim não dá! Planejar aulas divertidas

POR:
Rita Trevisan, Daniela Almeida, NOVA ESCOLA, Beatriz Vichessi

É fato que muitos alunos não se interessam em prestar atenção no que é exposto pelo professor e em se dedicar a certas tarefas. Não é por isso que o educador deve optar por fazer brincadeiras para chamar a atenção da turma nem apresentar um tema de maneira divertida, cantando músicas e fazendo piadas ou outras graças. Até mesmo porque, na maioria das vezes, atividades disfarçadas de divertimento objetivam que a criança somente acerte e não que reflita e elabore um conhecimento. Isso endossa ainda mais a (falsa) ideia de que aprender é algo desagradável e, como um remédio ruim, só é aceito se disfarçado com algum doce. Na verdade, aprender (tal como ensinar) é difícil e requer atenção e dedicação, duas coisas que são incompatíveis com a distração. O tempo que o professor dedica à elaboração das aulas tem de ser aproveitado ao máximo para organizar atividades que garantam uma boa situação de aprendizagem e sejam interessantes e desafiadoras por si próprias. É papel do educador fazer os alunos colocar em jogo o que já sabem e o que pensam sobre o conteúdo em questão e desafiá-los a resolver problemas e tomar decisões a respeito do que é preciso produzir. É igualmente importante que a organização da tarefa garanta a máxima circulação de informações possível entre a turma e o professor e entre os próprios estudantes e que o tema explorado não seja um objeto escolar sem significado social.


Consultoria Telma Weisz, supervisora pedagógica do Programa Ler e Escrever e coordenadora da pós-graduação em Alfabetização do Instituto Superior de Educação Vera Cruz.

Tema sugerido por duas leitoras: Pollyanna Morais, Itumbiara, GO, e Simone Oliveira, Canto do Buriti, PI

 
 
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