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Como estimular estudantes na criação de aplicativos

Desmistificar produção de conteúdos faz com que alunos deixem de ser consumidores para se transformarem em produtores de tecnologia

POR:
Débora Garofalo
Professora entre duas alunas aponta para a tela de um tablet enquanto as meninas olham atentamente, em uma sala de aula, com uma lousa verde ao fundo
Foto: Getty Images

Não podemos ignorar que nossos alunos nasceram digitais, estão acostumados a uma série de informações simultâneas e nessa era, a cada dia, eles têm contato com aplicativos digitais de diversos tipos. Muitas vezes eles acessam narrativas improprias e não conseguem entender o que existe por detrás delas.

É necessário que, na escola, os jovens possam desmistificar a produção de conteúdos tecnológicos e receber o incentivo da inclusão digital para que deixem de ser consumidores e se transformem em produtores de tecnologia.

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Nesse sentido, são muitas atividades que podem ser desenvolvidas nas aulas, envolvendo a diversidade do currículo para realizar essa mudança nos jovens.

Aplicativo

Um bom exemplo disso é a fábrica de aplicativos, um software gratuito que dá oportunidade para que todos criem um aplicativo. Nele é possível agregar textos, fotos, vídeos, posts das redes sociais, personalizar e selecionar imagens de abertura e ícones.

A ferramenta é bem fácil de usar: a cada passo, são exibidas as opções disponíveis, no qual, o erro é considerado na caminhada de construção, precisando para isso apenas retornar alguns passos e consertar o app que está sendo criado. O aplicativo trabalha com noções de programação, lógica e o currículo de maneira interdisciplinar incluindo Língua Portuguesa, Matemática e cultura. Outro ponto é o trabalho das relações socioemocionais, principalmente as hibridas que envolvem a criatividade e o pensamento crítico.

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Os alunos podem trabalhar com resoluções de problemas reais e desenvolver aplicativos que melhorem a rotina a escola e ou resolvam problemas da comunidade ao exercitar a colaboração ao trabalhar em grupo, empatia ao se colocar no lugar do outro, ao falar de autocuidado, autoconhecimento promovendo debates e discussões sobre determinados temas, ajudando a aprofundar a assuntos de diversas naturezas. 

O trabalho em sala de aula

A sala de aula pode se transformar em um grande ambiente de descoberta. Para isso, o professor pode propiciar aos estudantes o envolvimento com ações de pertencimento, explorando potencial através de materiais de estudo, pesquisas, mapas mentais, videoaulas, através de temas específicos e ou interdisciplinares.

Uma das formas de propor o trabalho é através de desafios e realizar uma chuva de ideias com temas de interesses pessoais de jovens e ou propor problemas sociais, como bullying, alimentação e saúde.

Já imaginou quando os alunos criarem um aplicativo para falar sobre esses temas, ao mesmo tempo em que estarão escrevendo, aprendendo, interagindo, trocando informações com eles mesmos e com o outro e usando a tecnologia para alavancar a aprendizagem?

No entanto, é importante ter um planejamento objetivo e claro, com cada idealização de cada etapa a ser percorrida e mediar as atividades dos grupos.

O processo também pode contar com os outros professores como mentores, que irão auxiliar a encontrarem caminhos nessa jornada.

 

Conheça alguns exemplos de aplicativos desenvolvidos na ferramenta fábrica de aplicativos:

Física Interativa
Traz aulas, vídeos e exercícios resolvidos para os alunos.

Ajuda Salesiana
Criado por uma escola, o aplicativo avisa a turma sobre as próximas atividades.

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E você querido professor, já experimentou criar um aplicativo? Conhece outras dicas sobre esse assunto? Compartilhe com a gente nos comentários!

Um abraço,

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e uma das dez finalistas do Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

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