Celular em sala de aula: 7 dicas para manter a disciplina

Veja como fazer o melhor uso da ferramenta e também como o smartphone afeta o desenvolvimento

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NOVA ESCOLA
Alunas adolescentes sentadas em uma mesa clara e comprida olham para o celular
Foto: Getty Images

O smartphone se transformou em um objeto onipresente e, junto com o uso das redes sociais, pode estar moldando toda uma geração. Segundo uma pesquisa feita pela Motorola, para metade dos adolescentes brasileiros o smartphone é o melhor amigo e, ao mesmo tempo, 42% sentem-se pressionados a checar o aparelho constantemente.

Em sala de aula, um dos principais temores dos educadores em relação ao smartphone é como controlar os alunos. Celulares são ótimos para buscar informações e outras ferramentas para uso pedagógico, mas também podem ser o caminho para diversas formas de distração ou mesmo de indisciplina.

Mas, sempre há procedimentos e dicas para evitar que a aula com uso de smartphones se transforme em uma sessão de checagem das redes sociais e aplicativos de mensagens dos alunos. Confira 7 dicas para usar melhor e controlar a indisciplina.

- Defina as situações de uso: em muitos estados brasileiros o celular na escola é permitido só para fins pedagógicos. Então é importante deixar claro para os alunos a importância do uso raciocinado e as situações em que o aparelho pode ser usado.

- Estabeleça limites: em cada etapa, a experiência é diferente. Fundamental 1 e 2 e Ensino Médio precisam de uma liberdade condizente com as responsabilidades que os alunos têm e com os conteúdos previstos no currículo. Regras iguais para a escola inteira não funcionam.

- Estabeleça combinados: os próprios alunos podem criar as regras e definir as consequências caso elas sejam quebradas. O mais indicado é trabalhar com combinados que façam sentido para a turma. Os alunos vão acabar quebrando as regras que forem impostas e não fizerem sentido.

- Eduque para o uso: para manter a disciplina e a segurança dos alunos, discuta a internet e a tecnologia em si. A discussão deve ser equilibrada, mostrando as oportunidades que elas proporcionam, não apenas os riscos. Essas discussões podem ser interdisciplinares e integradas ao currículo.

- Professores também precisam de formação: o estudante, que é mais jovem e, em geral, tem mais contato com a internet e equipamentos eletrônicos, normalmente tem domínio maior que o adulto. A formação pode empoderar o professor e possibilita que ele sinta mais confiança na hora de usar a tecnologia. E também tenha mais controle sobre o que acontece com os alunos na sala.

- Controle e infraestrutura: existem aplicativos e sistemas que ajudam o professor a controlar o uso, bloquear acesso a determinados sites ou até interromper a conexão de um aparelho específico. Mas também é necessário investimento na rede educacional, com infraestrutura, rede de wifi para um grande número de alunos, um profissional de tecnologia da informação para cuidar da segurança etc.

- Transforme indisciplina em oportunidade: e se os alunos conseguirem descobrir a senha de acesso à rede da secretaria? Essa pode ser uma oportunidade para incentivar uma atividade de probabilidade, a indisciplina pode se transformar em atividade pedagógica.

Quer saber mais sobre como o smartphone afeta o desenvolvimento ou como manter a disciplina com o celular em sala de aula? Então clique aqui e aqui para ler nossas reportagens completas.

 

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