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Como alinhar a Educação 4.0 ao projeto de vida dos estudantes

Promover o desenvolvimento de habilidades socioemocionais é tão importante quanto garantir que seu aluno embarcou na inclusão digital

POR:
Débora Garofalo
Fortalecer a aprendizagem digital com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais é o desafio de todo professor    Crédito: Getty Images

Cada vez mais, nossos jovens chegam ao final da escolarização sem um projeto de vida definido. Isso significa que eles têm dificuldade para identificar o que precisam fazer para se conhecer, desenvolver e como usar essa informação para avançar na escola, na carreira e na vida. Na paralela, a tendência de crescimento da inclusão digital – que inclui a Educação – nos coloca num momento em que temos uma grande quantidade de aplicativos, vídeo aulas e gerenciamento de lições que também impulsionam o mercado de aprendizagem online. É isso, a Educação 4.0 chegou para ficar!

É nesse contexto que startups de Educação estão crescendo e chegando a mais estudantes. A Matific, que traz gamificação para o ensino de Matemática é um claro exemplo, assim como a Arvore de Livros, que traz uma boa variedade de livros que o professor pode trabalhar com os alunos em sala de aula.

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Compreender esse cenário atual é essencial para fortalecer o aprendizado em sala de aula, mas é importante dizer que ele deve ser acompanhado do desenvolvimento das habilidades socioemocionais – que são fundamentais para ensinar esses jovens a lidar com anseios e necessidades. Afinal, essas meninas e meninos vão circular em ambientes de trabalho digital, muitas vezes antes mesmo de aprender a ler e escrever.

Então, professor, é fundamental compreender o seu papel na Educação 4.0, que é mediar a informação e conhecimento, ser parceiro do estudante e permitir que descubra seu caminho.

Segundo dados da HolonIq, plataforma que reúne dados globais sobre Educação, os gastos em tecnologia educacional estão em ascensão. A expectativa é dobrar para US $ 341 bilhões no período de 2018 a 2025 e esse é o momento de perguntar aos nossos jovens o que eles querem ser. A escola é um espaço privilegiado para que isso ocorra.

Robótica, comunicação e empatia

A quarta revolução industrial nos mostra um mundo remodelado pela inteligência artificial, robótica e outros avanços tecnológicos. Um relatório do Fórum Econômico Mundial observa que 65% das crianças que ingressam na primeira etapa da escolarização terão empregos que ainda não existem e para os quais sua Educação irá prepará-los.

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Um dos pilares para o trabalho com a tecnologia é compreender a capacidade de aprender e se adaptar. Para isso, a Educação precisa trabalhar com o pensamento computacional, cultura maker, robótica, letramento digital, tecnologias da informação e comunicação. O professor tem que trabalhar com competências socioemocionais – colaboração, empatia, resoluções de problemas, autoconhecimento, autocuidado –, mas também com competências híbridas, como criatividade e pensamento crítico.

Em textos anteriores sobre Educação 4.0, eu explorei formas de alavancar a aprendizagem e, principalmente, como levar essas experiências para a sala de aula. Essa intencionalidade deve ser acompanhada de objetividade na conversa com o aluno, deixando claro qual é o propósito e o que se pretende com essas atividades – mostrando como estão relacionadas com o desenvolvimento de competências que fariam toda a diferença em sua vida.

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A tecnologia se torna uma aliada real a dar sentido ao projeto de vida de meninas e meninos, ao conferir interatividade ao processo. Mas, principalmente, ao permitir o trabalho de habilidades e competências de como nos relacionamos com o mundo, com o outro, com o ambiente, ao experienciar trabalhos com as tendências digitais, que partem do interesse pessoal, tornando o aprendizado significativo e despertando e preparando esses jovens para a vida.

É uma reflexão que todos nós, professores, precisamos realizar para ter clareza de onde estamos e onde pretendemos chegar com a Educação 4.0, sem esquecer que as pessoas são e serão sempre o centro desse processo.

E você, querida professora, como lida com essas questões em sua escola? Conte aqui nos comentários.

Um abraço,

 

Débora Garofalo é Assessora Especial de Tecnologias da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE SP) e professora da rede pública de ensino de São Paulo. Formada em Letras e Pedagogia, mestranda em Educação pela PUC-SP, vencedora na temática Especial Inovação na Educação no Prêmio Professores do Brasil e uma das dez finalistas do Global Teacher Prize, o Nobel da Educação.

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