Paula Peres Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), trabalhou com Educação antes mesmo de entrar na faculdade e foi educadora voluntária do Projeto Redigir por quatro anos. Nasceu no Capão Redondo, periferia de São Paulo, é feminista, pagodeira e tem sempre uma piada na ponta da língua. Gosta do cheiro de escola, café e pipoca.

Não quero puxar sardinha para o meu trabalho, mas…

POR:
Paula Peres

Olá!

Você deve se lembrar das aulas em que aprendia a diferença entre um artigo de opinião, uma notícia e uma entrevista. Mas os estudos sobre os diferentes gêneros de texto podem ir além disso.

Eu sempre quis ser jornalista. Desde muito nova, eu dava um jeito de fazer um telejornal na maioria dos seminários que apresentava na escola. Essa brincadeira estava adormecida em mim até pouco tempo, quando arrastei uns dez colegas de trabalho para entrar no jogo de reproduzir um telejornal para toda a Nova Escola. O sucesso é garantido, vai por mim! ;)

A professora Mariana Nery, do Rio de Janeiro, teve uma ideia muito parecida com essa e criou um telejornal com a turma do 4º ano para trabalhar escrita e oralidade. Se você quiser saber mais sobre o projeto dela, veja aqui. E, para aplicar os planos de aula que ela criou para esse projeto, acesse aqui.

Por falar em Jornalismo...

A Educomunicação é uma área de estudos que mistura os conhecimentos da Educação e da Comunicação. Na prática, é uma maneira de desenvolver, em sala de aula, conteúdos educativos por meio de diferentes mídias práticas, como podcasts, blogs, vídeos, jornais. Ao produzir esses conteúdos (que não necessariamente precisam ter relação com Língua Portuguesa), os alunos aprendem também sobre as mídias em si: para quê servem, como produzir, quais são as diferenças entre elas e qual o poder que tem cada mídia. Saiba mais sobre como aplicar em sala de aula aqui.

Mas por que isso é importante?

Quando os alunos produzem um conteúdo, eles conseguem refletir melhor, de maneira crítica, sobre como funcionam as mídias. O mesmo se aplica às outras disciplinas, que tornam um conteúdo mais palpável aos estudantes quando eles são desafiados a resolver uma situação-problema ou entregar uma produção final “no mundo real”.

Além disso, a geração conectada, que não sai das redes sociais e do celular, não é mais uma promessa. Eles estão na sua sala de aula – e ser educado para consumir essas mídias é praticamente o mesmo que ser educado para conviver em sociedade. Ninguém quer um aluno que não sabe identificar uma notícia falsa e sai compartilhando qualquer coisa por aí, né?

No ano passado, fizemos uma série de conteúdos sobre Educação Midiática, que está relacionada com a Educomunicação, mas tem um foco mais específico de ensinar o estudante a consumir os diferentes conteúdos que estão disponíveis na internet e nas redes sociais. Veja tudo o que produzimos aqui.

Um abraço,

Paula Peres
Repórter de NOVA ESCOLA