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Inove | Cinema


Por: Rosi Rico

Alunos transformam redações em curtas-metragens

Alunos do Fundamental transformam em filme redações que produzem para o projeto da rede de Macabu, no Rio de Janeiro

Crianças que se tornam super-heróis para evitar acidentes de trânsito, a garota que supera o bullying na escola, amigos que se reúnem para derrotar um monstro feito de lixo ou um trio de meninos que, ao sair para pescar, se envolve em uma aventura com direito a sequestro de cachorro e captura de criminosos. Essas são algumas das histórias que povoavam a imaginação dos alunos de Conceição de Macabu, no norte do estado do Rio de Janeiro, e foram selecionadas para ser transformadas em filmes.

Criar uma produção textual com potencial cinematográfico é o desafio proposto pelo Projeto Curta Macabu aos estudantes do 3º ao 9º ano do Fundamental das 13 escolas da cidade. Na primeira edição da iniciativa criada pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec), em 2017, dentre 30 textos, dois resultaram em filmes. No ano passado, foram 80 textos e cinco curtas. Este ano, a expectativa é chegar a sete filmes.

Além de construir o enredo, os alunos são convidados a participar da realização do curta-metragem.Acompanhar esse processo é uma oportunidade para eles aprenderem as diferenças entre as duas linguagens (textual e audiovisual) – e entenderem como ambas podem ser utilizadas para construir conhecimento – e desenvolverem habilidades de colaboração, empatia, inventividade e criatividade.

O projeto é também uma maneira de aproximar secretaria, escola e comunidade. “Notamos muitas transformações: mexe com a autoestima das crianças e jovens, desperta aptidões e gera respeito e envolvimento da equipe escolar e da população”, diz Daniel Ignácio Silva, diretor de cultura do município e um dos idealizadores da iniciativa.


DO PAPEL PARA A TELA
As etapas para a construção do curta-metragem em Macabu

1º) Argumento
A Semec faz o convite e estabelece um prazo de entrega. As escolas definem como vão conduzir a criação dos textos. A história precisa gerar identificação com a garotada.

2º) Roteiro
Os autores dos textos selecionados pela secretaria participam de oficina, na qual aprendem a construir um roteiro com base no argumento escrito por eles.

3º) Produção e Gravação
O aluno-autor monta uma equipe de produção. Todos recebem noções básicas de fotografia, som, direção, etc. As gravações ocorrem no contraturno, com elenco formado por alunos e comunidade.

4º) Exibição
Como a cidade não possui salas de cinema, os filmes são apresentados em uma praça. Em 2018, o público ultrapassou 2 mil pessoas. DVDs são distribuídos nas escolas e equipamentos culturais da região.

OPINIÃO DE QUEM PARTICIPA

“O mais legal foi ver a história ser contada. Pelo menos na minha sala, ajudou a passar a visão de que todo mundo é igual. Com certeza, todos pararam de fazer piadinhas com os outros” 
Sabrina dos Santos, 14 anos.

“Foi uma oportunidade para mostrar que o audiovisual não é feito só com grandes aparatos tecnológicos, que eles também são capazes de contar histórias”
Elizabeth Berbat, diretora em Rozendo Fontes Tavares.

Fotos: Divulgação