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Conte | Cara Educadora


Por: Lívia Perozim

Qual a melhor métodologia para alfabetizar?

Queremos que vocês, professora e professor, possam tirar as suas dúvidas e usar a revista NOVA ESCOLA como material de pesquisa e formação

“Ninguém sabe o que fazer com essa mudança na alfabetização.” Foi assim que uma diretora me respondeu sobre quais eram as principais necessidades de formação trazidas pelas professoras da escola dela nesse momento. As alfabetizadoras, contou, estavam inseguras porque pouco sabiam sobre o método fônico, que voltou ao centro do debate com a nova política pública para o tema. A diretora, junto à coordenadora, preparava as reuniões de formação, mas seu principal desafio era dar às educadoras a tranquilidade de que elas não precisariam jogar o que já sabem fora. Parece simples ou até óbvio, né? Mas não é. E é por isso que eu trago essa história. A discussão sobre os métodos de alfabetização é antiga e precisa ser feita. Os nossos resultados não são bons e falta clareza sobre como avançar. O decreto federal, por exemplo, indica a predominância do método fônico, que se concentra na relação entre sons (fonemas) e letras para só depois chegar à leitura, mas diz pouco sobre como será a implementação nas redes. Quem está em sala de aula sente o peso de ter que se virar para fazer a coisa acontecer, tarefa solitária e exaustiva. Quem alfabetiza sabe que a melhor metodologia é aquela que atende às necessidades dos alunos e que estamos preparados para desenvolver. Queremos que vocês, professora e professor, possam tirar dúvidas e usar a revista NOVA ESCOLA como material de pesquisa e formação.

Nos últimos meses, o repórter Pedro Annunciato buscou a experiência de três redes que vêm desenvolvendo um trabalho notável na alfabetização e mostram que a qualidade do ensino vai além de um método ou de outro. Pedro aprofundou-se também na história e características dos métodos alfabetizadores e fez um recorte prático para você entendê-los melhor. Sugerimos também uma sequência de três planos de aulas, preparados pela consultora Mazé Nóbrega, e que termi- nam em um divertido jogo de cartas. Para facilitar o seu trabalho, o Mico de Frutas está encartado nesta edição e é para ser levado para a aula. Assim como você, amamos o papel, suas possibilidades de anotar, grifar, recortar, guardar. Faça bom uso e não se esqueça de compartilhar conosco a sua experiência

Lívia Perozim é editora de NOVA ESCOLA livia@novaescola.org.br

Foto: Lucas Magalhães/NOVA ESCOLA