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Câmara convoca Weintraub para explicar corte de verbas na Educação

O ministro da Educação falaria inicialmente na Comissão de Educação, mas parlamentares conseguiram aprovar convocação para o plenário

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NOVA ESCOLA
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, em sua primeira participação na Câmara dos Deputados   Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, terá de comparecer nesta quarta-feira (15/05) ao plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, onde terá de dar esclarecimentos aos 513 parlamentares. A sua presença já estava agendada na Câmara, mas o ministro falaria somente na Comissão de Educação. Com a convocação, Weintraub terá de responder questões dos parlamentares sobre os cortes de verbas na Educação – que ele definiu como “contingenciamento” em sua primeira participação na comissão.

Partidos de oposição e do chamado centrão – como PP, MDB, PRB, Podemos e PTB – votaram pela convocação de Weintraub ao plenário, segundo informou a Folha de S. Paulo. O ministro terá de explicar o bloqueio de R$ 7,3 bilhões que vai afetar do Ensino Infantil à pós-graduação, o que atinge bolsas de pesquisa oferecidas pela Capes. 

Aliados do governo chegaram a afirmar que o presidente havia ordenado um recuo no bloqueio, mas o Planalto não confirmou a informação.

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A convocação coincide com protestos organizados em universidades e escolas em 26 estados e no Distrito Federal contra o corte de verbas marcado para esta quarta-feira (15/05). Funcionários de universidades e instituições devem paralisar atividades e participar de protestos nas grandes capitais. Professores e estudantes de escolas públicas e privadas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio também já anteciparam adesão, principalmente nas redes sociais. A greve entrou para o trending topics do Twitter sob a hashtag #TsunamiDaEducação. Centrais sindicais também programaram protestos contra a reforma da Previdência para reforçar o movimento.

Também nesta terça-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que os recursos pagos pela Petrobras em um acordo firmado com os Estados Unidos podem ser repassados ao Ministério da Educação. O valor de US$ 600 milhões refere-se a 80% da multa paga pela Petrobras para encerrar investigações na Securities and Exchange Commission (SEC) sobre irregularidades levantadas pela Operação Lava Jato.

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Ainda nesta terça-feira (15/05), soldados da Força Nacional cercaram o prédio do Ministério da Educação. O pedido partiu do próprio MEC, por conta dos protestos. Os portões de entrada do ministério ficaram fechados desde o início do dia.

Em entrevista ao Estadão, o secretário executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, afirmou: “Temos de estar preparados para evitar qualquer tipo de problema. Simples assim”. “Sempre quando tem uma manifestação, todas as áreas do governo se preparam para evitar dano ao patrimônio e danos às pessoas, as forças estaduais acompanham”, disse.

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Em nota, o Ministério da Educação disse que a medida “trata-se de uma ação preventiva para evitar danos ao patrimônio e aos servidores por conta da greve nas universidades marcada para quarta-feira.”

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Confira a nota na íntegra:

O Ministério da Educação (MEC) seguiu a portaria 441, editada em 17 de abril pelo ministro Sergio Moro, que prevê um protocolo integrado de segurança com o Governo do Distrito Federal (GDF) para proteger a Esplanada dos Ministérios. Segundo a pasta, trata-se de uma ação preventiva para evitar danos ao patrimônio e aos servidores por conta da greve nas universidades marcada para amanhã.

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