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Enem 2019: Bolsonaro não pediu para ler prova, diz presidente do Inep

Diante da Comissão de Educação, Elmer Coelho Vicenzi disse que nenhuma autoridade fez esse pedido e que é impossível alterar a prova, que está em fase de finalização

POR:
Camila Cecílio
Presidente do Inep, Elmer  Coelho Vicenzi, na Comissão de Educação. Crédito:  Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O presidente Jair Bolsonaro não pediu para ver antecipadamente as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. “Não foi pedido para o Inep por nenhuma autoridade superior, ministro da Educação ou o próprio presidente [Bolsonaro], para ler a prova”, garantiu Elmer Coelho Vicenzi, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia responsável pela prova que será aplicada em novembro em todo o país. A declaração foi feita durante audiência pública na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (14/05).

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No ano passado, Bolsonaro criticou uma questão que abordava expressões associadas à comunidade LGBT, o que, segundo ele, não aconteceria na edição deste ano porque ele teria acesso ao conteúdo do Enem antes de sua aplicação. “Podem ter certeza e ficar tranquilos. Não vai ter questão desta forma ano que vem, porque nós vamos tomar conhecimento da prova antes. Não vai ter isso daí”, declarou o presidente durante uma transmissão ao vivo no Facebook, em novembro.

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Vicenzi descartou a possibilidade de cortes de temas na prova do Enem 2019 e disse que não há “limitação para grupos minoritários”. “Pelo contrário, o Inep assinou um Termo de Ajuste de Conduta com o MP para incluir esses temas e eles serão observados”, pontuou. Ele afirmou, ainda, que é impossível fazer qualquer alteração na prova, que está em fase de finalização.

Em março, o Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, cobrou esclarecimentos ao Inep sobre a comissão criada no instituto com o intuito de fazer uma “leitura transversal” das questões que constam no Banco Nacional de Itens (BNI) – para montagem das provas do Enem. O trabalho foi concluído em abril, mas o Inep não divulgou o resultado.

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Cortes na Educação 

Ainda nesta terça-feira, em um café da manhã com jornalistas, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, não descartou novos bloqueios no orçamento do MEC, que sofreu congelamento de R$ 7,4 bilhões. Os recentes anúncios de cortes na Educação, especialmente nas universidades federais, têm gerado reações negativas por parte de entidades e instituições em todo o país. A União Nacional dos Estudantes (UNE) convocou estudantes de todo o país para uma mobilização nacional nesta quarta-feira.

Weintraub vem reafirmando que o descongelamento dos recursos vai depender da aprovação da reforma da Previdência. No entanto, a equipe econômica do governo Bolsonaro fará uma revisão do crescimento da economia, o que pode resultar em novos cortes na Educação.

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Polícia no campus

Desde que assumiu o Ministério da Educação após a saída de Ricardo Vélez Rodríguez em 8 de abril, Abraham Weintraub deu algumas declarações que causaram polêmica. O ministro voltou a dizer ser favorável à entrada da polícia nas universidades e enfatizou que “autonomia universitária não é soberania”. Ao anunciar o corte de 30% nos recursos das universidades federais, Weintraub chegou a dizer que cortaria recursos de instituições que estivessem promovendo “balbúrdia” em seus campus.

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