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Cortes na Educação: USP, Unicamp e Unesp convocam debate para o dia 15

Universidades emitiram nota para reforçar a importância de discutir a decisão do governo de cortar verbas para instituições

POR:
Camila Cecílio
Vista aérea da Unicamp     Crédito: Antoninho Perri/Ascom

Os reitores da USP, Unicamp e Unesp, universidades públicas estaduais paulistas, emitiram uma nota nesta segunda-feira (13/05) convocando a comunidade acadêmica a debater os cortes de verbas na Educação anunciados pelo governo Jair Bolsonaro. O debate convocado pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) acontece no mesmo dia (15/05) em que entidades e instituições federais estão programando manifestações em todo o país contra o corte de verbas para universidades.

A reação negativa das instituições veio logo após o Ministério da Educação afirmar que cortaria 30% dos repasses para todas as universidades federais. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, chegou a dizer que cortaria recursos de universidades que estivessem promovendo “balbúrdia” em seus campus.

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“Interromper o fluxo de recursos para estas instituições constitui um equívoco estratégico que impedirá o País de enfrentar e resolver os grandes desafios sociais e econômicos do Brasil”, diz trecho da nota do Cruesp. Segundo a entidade, as três universidades respondem por mais de 35% da produção científica nacional e são responsáveis por 35% dos programas de pós-graduação de excelência no país.

A nota assinada pela USP, Unicamp e Unesp ressalta que cerca de 95% da produção científica brasileira vem das universidades públicas e dos institutos de pesquisa, federais ou estaduais. “Estas pesquisas produzem inovação e formam quadros de profissionais capazes de inovar e de desenvolver o país”, reforça o comunicado.

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As instituições sustentam, ainda, que a pesquisa nas universidades é financiada majoritariamente pelo governo, como ocorre em todos os países desenvolvidos, e reforçam que “agências públicas federais de fomento que integram o sistema nacional de CT&I são fundamentais para o funcionamento das universidades, que dependem desses recursos para financiar suas linhas de pesquisa”.

Na semana passada, Abraham Weintraub disse que “não há corte, há um contingenciamento”, ao ser questionado por parlamentares durante uma audiência na Comissão de Educação do Senado. “Se a economia tiver um crescimento com a aprovação da nova Previdência, e eu acredito nisso, isso vai retomar a economia. Retomando a dinâmica, aumenta a arrecadação e descontigencia”, afirmou.

Leia a seguir a íntegra da nota do Cruesp:

Nota do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp)

A propósito da anunciada manifestação de diversas entidades em defesa da Educação, prevista para 15 de maio, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) destaca a importância de a comunidade universitária debater as questões relativas aos complexos problemas da educação, ciência e tecnologia no Brasil e suas consequências para o desenvolvimento do País.

As universidades públicas estaduais paulistas (USP, Unicamp e Unesp) integram o sistema público de universidades brasileiras, respondem por mais de 35% da produção científica nacional e são responsáveis por 35% dos programas de pós-graduação de excelência no País.

Ocupam lugar de destaque entre as universidades brasileiras no que diz respeito a inovações, bem como nos rankings internacionais de ensino superior. Em conjunto com as outras universidades públicas, formam os melhores quadros profissionais do País, em todas as áreas do conhecimento.

Cerca de 95% da produção científica brasileira é feita em universidades públicas e por institutos de pesquisa, federais ou estaduais. Estas pesquisas produzem inovação e formam quadros de profissionais capazes de inovar e de desenvolver o País.

No Brasil, como em todos os países desenvolvidos, a pesquisa nas universidades é financiada majoritariamente pelo governo. Agências públicas federais de fomento que integram o sistema nacional de CT&I são fundamentais para o funcionamento das universidades, que dependem desses recursos para financiar suas linhas de pesquisa.

Interromper o fluxo de recursos para estas instituições constitui um equívoco estratégico que impedirá o País de enfrentar e resolver os grandes desafios sociais e econômicos do Brasil.

Campinas, 13 de maio de 2019.

Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp)

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