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Enem, ideologia e metas agressivas: veja o que foi discutido entre Bolsonaro e ministro da Educação

Em sua primeira visita ao MEC, o presidente falou com jornalistas sobre pautas discutidas com Abraham Weintraub

POR:
Camila Cecílio
Crédito:  Andre Sousa/MEC

O presidente Jair Bolsonaro visitou o Ministério da Educação nesta quinta-feira (25/04) a fim de “tomar pé na prática”, como ele mesmo disse, de tudo que está acontecendo no MEC. Depois da reunião com o ministro Abraham Weintraub, que passou a comandar a pasta depois da demissão de Ricardo Vélez Rodríguez, o presidente falou com jornalistas sobre as pautas discutidas no encontro. Veja os principais pontos:

“Sem Terrinha”

Depois da polêmica carta enviada pelo MEC às escolas de todo o país conclamando alunos e funcionários a entoarem o Hino Nacional, Bolsonaro voltou a se preocupar com o que os estudantes cantam no ambiente escolar.

Ao ministro da Educação, o presidente teria dito que uma de suas preocupações está nas escolas dos “Sem Terrinha” (em referência ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), onde os alunos cantam, segundo Bolsonaro, “dia sim, dia não” o hino do MST e da Internacional Socialista ao invés do Hino Nacional. “Há uma forte doutrinação ideológica dessa garotada. No meu entender não tem que ter política em sala de aula, nem esquerda nem direita, ou se tiver, que tenha os dois lados”, disse.

Na mesma toada, o ministro Abraham Weintraub afirmou que, no que depender dele, não haverá mais recursos para as escolas do MST. “A gente está chegando ao governo e vendo que muitos recursos públicos estavam indo para áreas que têm forte viés ideológico. Muitas escolas ‘sem terrinha’ são sustentadas com dinheiro do povo, do contribuinte, do pagador de imposto. Você aí está pagando mais caro o leite do seu filho, uma parte desse imposto, ICMS, acaba indo para a escolinha dos ‘sem terrinha’. Isso tem que acabar”, disse.

Metas agressivas

O ministro também anunciou que irá ao Congresso em maio para apresentar “metas agressivas” para a Educação. "A gente está colocando algumas metas agressivas, no dia 7 de maio eu vou ao Senado na comissão de educação, essas metas vão ficar explicitadas, seria até uma descortesia minha antecipar elas. Dia 15 vou fazer a mesma apresentação na comissão de Educação da Câmara".

ENEM e questões ideológicas

Ainda na quinta-feira (25/04), o ministro Abraham Weintraub descartou a possibilidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não ser realizado dentro do cronograma devido à falência da gráfica que imprimia as provas. O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o MEC a contratar uma nova gráfica para realizar o serviço. No caso, a Valid S.A., que ficou atrás da RR Donnelley no pregão de 2016. Ao todo, o contrato é de R$ 129,4 milhões.

O ministro aproveitou para dar um recado aos estudantes e afirmou que “questões ideológicas, como ocorreram no passado, não ocorrerão neste ano”, declaração alinhada ao discurso de Bolsonaro, que no ano passado criticou questões do exame. Segundo ele, os candidatos deverão focar “nas técnicas de escrita, interpretação de texto, matemáticas e ciências”.

Ainda sobre o viés ideológico, Weintraub voltou a citar Paulo Freire, educador brasileiro com atuação e reconhecimento internacionais, como fez durante sua posse. “Por que a gente não pode discutir as coisas aqui? É dogma? Aquele cara lá, o Paulo Freire. Aquele cara ali. Aquele mural, está vendo aquele mural? Eu acho que é dogma. A gente não pode discutir? Tudo que ele falou é certo? Vamos apresentar números e evidências”, questionou.

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