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“O meu sonho é movimentar toda a aldeia na Educação em Santa Catarina”

Natalino Uggioni quer que as escolas sejam “queridas” pela sociedade e, para melhorar o Ensino Médio, não descarta o uso de EAD e parcerias

POR:
Soraia Yoshida

Em 2019, NOVA ESCOLA vai publicar entrevistas com os secretários de Educação dos 26 estados e do Distrito Federal para ouvir os planos, perspectivas e as opiniões de quem lidera a pasta pelo país.

O secretário estadual de Educação de Santa Catarina, Natalino Uggioni    Crédito: Reprodução/G1


O secretário estadual de Educação de Santa Catarina, Natalino Uggioni, acredita na ideia de que é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança. Durante sua entrevista a NOVA ESCOLA, o secretário citou o provérbio africano várias vezes. “É toda uma aldeia trabalhando pela Educação”, defende ele. “Nesse contexto tem uma vertente que já está dando eco, que é a nossa escola ser querida pelo entorno. Eu falo de pais, empresários, comunidade”.

Para o secretário é preciso que toda a sociedade esteja cada vez mais envolvida com as escolas, de forma que os pais queiram visitar o local de estudo dos filhos sem precisar de convite ou dia marcado – apenas para verificar como andam as coisas e, se for o caso, fazer cobranças. “Venha na escola, frequente as instalações, você não é proibido de entrar no banheiro, de entrar na sala de aula, de olhar o pátio, é aqui que o seu filho passa muitas horas por dia, então nos ajude a cobrar do diretor e dos responsáveis para que essa escola tenha as melhores condições”, convida Natalino Uggioni.

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Escolhido pelo governador Carlos Moisés (PSL), o secretário vai comandar uma rede que, de acordo com dados do Censo 2018, administra 1.291 escolas, recebeu matrículas de 395.206 estudantes e conta com 48.994 funcionários. Santa Catarina está entre os oito estados brasileiros que já alcançaram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) maior ou igual a 6 pontos (6,3 para a Educação pública) nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Esta meta era prevista apenas para 2021. No entanto, assim como o resto do país, o estado está abaixo da meta no Ensino Médio e ainda enfrenta o problema da evasão nessa etapa.



Graduado em Ciências pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Natalino atuou como superintendente do Instituto Euvaldo Lodi, da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, se concentrando em atividades voltadas para o gerenciamento de estágios, elaboração de projetos de inovação e criação de incubadoras. E, apesar dos bons resultados apresentados pelo estado, o secretário afirma que não está satisfeito. “Nas minhas conversas com professores e gestores, eu tenho perguntado se tem alguém feliz com os resultados da Educação do estado de Santa Catarina – e até hoje ninguém disse que estava satisfeito”, diz. “Estamos juntando forças com toda sociedade catarinense para reverter em melhores índices de Educação. É da sociedade que vem todo o recurso e ela não quer justificativa, quer resultados”.

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Fazendo citações a Francisco de Assis e ao investidor e filantropo norte-americano Warren Buffett, Natalino Uggioni pretende concentrar os esforços em dar mais qualificação e motivação aos estudantes do Ensino Médio do estado, não descartando nem o uso do Ensino a Distância (EAD). “Se for possível, se for permitido, em algumas regiões, em alguns cursos ou programas do Ensino Médio, nós vamos, sim, usar essa tecnologia e essa forma de ensino. Agora, no percentual que for permitido, porque penso que é uma etapa de formação que o ensino presencial conta muito como diferencial”, diz.

Confira a seguir os principais trechos da entrevista de Natalino Uggioni para a NOVA ESCOLA.


Pensando no mapa do Brasil, o estado de Santa Catarina está bem. Os índices no Ideb são bons, há alguns pontos para avançar, mas o quadro geral é bom. O que o sr. entende como grande desafio – ou grandes desafios – para a secretaria de Educação em Santa Catarina?
NATALINO UGGIONI: Nós não queremos nos comparar aos demais estados do Brasil – nós sabemos que Santa Catarina se posiciona bem –, mas sim nos comparar aos melhores do mundo. Eu venho de uma experiência muito longa na iniciativa privada com um modelo de gestão pela excelência. Um dos princípios da gestão pela excelência é ter referenciais comparativos, que você define a partir dos melhores. Temos que pegar como referência quem é muito melhor do que nós e estabelecer um processo de melhoria contínua, que é outro fundamento da excelência. Assim, você se compara aos melhores e, no ano seguinte, faz a comparação consigo mesmo para ver se está melhor do que antes e seguir essa trilha da excelência. Nós estamos implantando esse modelo de gestão e no nosso planejamento de políticas educacionais, vamos realizar um planejamento da gestão organizacional. Por que não adotar um planejamento com metas e indicadores de gestão, em que cada escola tem seus indicadores estratégicos, de modo que todos se percebam naquele mapa estratégico?

Eu tenho parafraseado [o bilionário norte-americano] Warren Buffett: na Educação todos precisam trabalhar para o que acontece em sala de aula. Ou seja, se você não é o professor que está lá na frente dos alunos, você precisa trabalhar para que esse professor tenha as melhores condições que o ajudem no processo de ensino-aprendizagem. Fora isso, nós precisamos avaliar e questionar se o que está sendo feito faz sentido. Todas as ações precisam se refletir no mapa estratégico da gestão para que todos percebam esses ganhos. Na Educação não se consegue apresentar resultados em curto prazo. Eu tenho dito que  nós acabamos de jogar uma pedra em um lago profundo onde a água estava muito serena e nós provocamos uma onda que agora começa a criar ondas subsequentes até atingir a ponta, que é a sala de aula.

De outra parte, montamos uma equipe de trabalho para dar conta da gestão do planejamento no dia a dia, dos processos operacionais e de suporte,  para liberar o secretário para esse papel mais estratégico, que é onde a Educação acontece. Eu quero estar em contato com os professores e com os gerentes regionais para conhecer o dia a dia deles, porque não é aqui no gabinete que nós vamos ter essa percepção concreta da realidade. O nosso desafio é e será a qualidade da Educação.


O senhor foi diretor do CT do Senai e dirigiu projetos de criação de incubadoras. Como essa experiência pode fazer diferença na Educação de Santa Catarina?
O Ensino Médio é uma etapa que requer muita atenção. É onde os nossos índices baixaram, onde nós temos evasão. Mas você não olha uma etapa da formação isoladamente. O que eu quero dizer: se os alunos do Fundamental 2 não chegarem bem preparados ao Ensino Médio, eles não estarão preparados para concluir o Ensino Médio. Então, esse processo tem que ser visto desde o primeiro ano do Ensino Fundamental. Estamos trabalhando em um programa de formação continuada para que cada professor entenda que não é uma ilha, e sim parte de um processo. O professor que trabalha no primeiro ano precisa entender que ele vai entregar os alunos – bem ou mal preparados – para o professor do segundo ano. Se ele entregar os alunos bem preparados, o professor do segundo ano já começa com uma boa base. Nesse processo, nós chegaremos ao nono ano com o aluno bem melhor preparado para o Ensino Médio. E aí vem o ensino do empreendedorismo, que começará também no Fundamental. Estamos fazendo parcerias com quem tem expertise nesse tema para qualificar os nossos professores e fazer uma espécie de coaching.

No Ensino Médio, nós já articulamos com parceiros e vamos oferecer aos alunos uma qualificação no contraturno, para formar melhores cidadãos e futuros profissionais. Serão cursos de qualificação técnica de curta, média e de longa duração. Antes, esses cursos de qualificação eram oferecidos fora das nossas escolas, nas instalações dos parceiros. O que nós estamos combinando é que somente as atividades que exigirem um laboratório que nós não temos serão feitas fora das escolas. Todas as atividades, na medida do possível, devem ser realizadas nas nossas dependências, assim nós vamos passar o recado de que as nossas escolas estão oferecendo essa oportunidade.

Tem mais um detalhe que nós queremos inserir na nossa oferta no contraturno: o ensino de idiomas. No passado, já tivemos o ensino de espanhol, italiano, alemão e até japonês. Não precisamos oferecer em todas as escolas, mas considerando que Santa Catarina recebe muitos turistas, o ensino do inglês será oferecido no contraturno. E o professor será qualificado para esse trabalho e vai receber todo o apoio da nossa parte.

O secretário Natalino Uggioni visita escolas na volta às aulas    Crédito: Núbia Garcia

Quais são as parcerias que a secretaria está fechando para os alunos do Ensino Médio?
Nós temos uma rede própria de profissionais qualificados, mas vamos trazer parceiros como o Sebrae (com o ensino do empreendedorismo), Senai e Sesi que têm laboratórios e programas qualificados para trabalhar o ensino de robótica, essa indústria 4.0 que está crescendo. Temos também parceria com uma universidade federal para trazer uma Educação no nível 4.0. A nossa aposta é que, tendo mais oportunidades, nossos jovens vão querer participar mais desses treinamentos e passarão a gostar mais de suas escolas. Os alunos mais dedicados terão diferenciais competitivos que vão se reverter em melhores índices do Ensino Médio e também na redução da evasão, essa é a nossa aposta.

E como fica a questão da estrutura para se trabalhar dentro desse processo?
O professor tem direito a ter uma sala adequada, equipamentos e tecnologia disponíveis, ser qualificado, isso tudo são direitos do professor. O aluno tem direito a um ambiente agradável, atrativo, que ele goste, que ele queira e que facilite o processo de ensino aprendizagem. Só que nós vamos começar a apontar também as obrigações, os deveres. É toda uma aldeia trabalhando pela Educação, parafraseando o ditado africano. E nesse contexto tem uma vertente que nós já começamos a falar que já está dando eco, que é a nossa escola ser querida pelo entorno. O entorno da sociedade da nossa escola, aí eu falo de pais, empresários, inclusive alguns amigos meus empresários já disseram “olha, conte com a nossa empresa”. O empresário sabe que da sala de aula pode sair o seu gerente, o seu líder de processo, aquela pessoa que vai fazer diferença.

Outra coisa que eu tenho dito: a escola precisa ser o reflexo do diretor. A sala de aula precisa ser o reflexo do professor. Na sua casa, você não deixa uma tomada exposta, você não deixa um fio aparente, se tiver uma goteira no telhado você conserta, por que na escola você deixa? O recado para os 1.073 diretores vai ser esse: a escola será para nós o reflexo da sua casa. Então, não deixe os pequenos reparos que você pode consertar com pouco investimento porque mais tarde essa reforma vai custar mais caro e vai demorar mais. Com isso, toda sociedade perde. É nesse contexto que estamos trabalhando e, para nossa alegria, essa fala está chegando nas pontas e o pessoal tem reagido muito positivamente.

Quais são os projetos de curto, médio e longo prazo que a sua pasta pretende implementar nessa gestão?
Eu venho parafraseando São Francisco de Assis e dizendo que nós começamos fazendo o necessário, depois o possível e daqui a pouco nós poderemos fazer o que parecer ser impossível. Começamos oferecendo essas oportunidades para o Ensino Médio no contraturno. O ensino do empreendedorismo já vai começar agora pelo Ensino Fundamental, esses cursos de curta duração com o setor de tecnologia, ainda no primeiro semestre. Queremos oferecer também a qualificação porque no mundo da tecnologia, às vezes com um curso de 200, 300 horas, o jovem já sai com uma pequena base do que é esperado dele numa empresa. Não dá para pensar que vamos fazer isso nas 1.073 escolas, mas em algumas delas nós vamos rodar. Como experiência piloto, temos uma ação em algumas regiões em que prefeitos iniciaram o processo de qualificação de jovens há dez anos e nós vamos criar uma rede de empreendedorismo e fazer com que os projetos daqueles jovens tenham apoio e ganhem parcerias para se transformar até em empresas. Iniciativas que vemos como boas práticas já estão tendo o nosso apoio e a nossa parceria.

O avanço da aprendizagem passa pela valorização do professor. Quais são os planos da secretaria nessa área?
Primeiro investir continuamente na qualificação. Nós temos aqui um programa de capacitação continuada dos professores, que começa na primeira semana que antecede o início das aulas. Trabalhamos a questão do planejamento das atividades escolares, de modo que todos entendam que existe uma cadeia, que os professores possam trocar entre si, para conhecer os conteúdos que o professor trabalhou na disciplina e, no próximo elo da corrente, o que ele vai trabalhar para não haver redundância e possamos ter ganho no processo.

Quando se fala em valorização do professor, fala-se muito na questão financeira, salário, etc. Se depender do secretário, não tenha dúvidas de que vamos evoluir muito, mas nós temos amarras de orçamento, questões legais, enfim, então estamos trabalhando para fazer o possível para valorizar o professor. Nossa expectativa é ter um acordo para que nos próximos quatro anos não precisemos voltar a essa questão ano a ano, e que todos entendam que aqui a secretaria tem, sim, essa preocupação de valorizar o professor, não apenas pelo salário, mas sim com todas as outras condições para que ele se sinta feliz e realizado.

O pagamento de bônus é algo que está nos planos?
Meritocracia. Sim, isso nós queremos implementar. Se aquele professor é um profissional da Educação que se esmera, que faz de tudo para fazer o seu melhor trabalho, não posso valorizar da mesma maneira que o outro professor que só faz o trabalho básico e dá conta do mínimo. Quais incentivos a pessoa terá para se dedicar ainda mais? Estamos, sim, com essa perspectiva de melhorar e reconhecer aqueles que fazem diferente, que fazem mais, que fazem melhor. E esse processo começa nas questões legais. Eu já lancei para minha equipe como podemos valorizar esse professor ou diretor que se destaca mais – seja no salário, no reconhecimento, de alguma maneira – sempre com critérios, com requisitos, com regras claras. Pensando em diretores regionais, de nada adianta ter alguém muito articulado, ter uma rede de pessoas que acha que ele é maravilhoso se os resultados na Educação não estão bons, as escolas não estão bem cuidadas e os diretores e professores dizem que não são ouvidos. É isso que conta, é o essencial.

Com a aprovação da Base do Ensino Médio no final do ano passado, quais são seus planos para a implementação?
Aqui em Santa Catarina, nós ainda não concluímos o processo de construção do currículo. É um trabalho movimentando alguns elementos da aldeia: o grupo técnico inclui representantes do Conselho Estadual de Educação, Undime [União dos Dirigentes Municipais de Educação] e a própria Secretaria Estadual de Educação. O trabalho começou ano passado e será finalizado esse ano. O currículo será construído com base na experiência desse grupo técnico e ouvindo alguns atores das regiões. Santa Catarina tem uma economia muito diversificada, com pólos industriais bem diversificados, com 16 setores mapeados. O grupo está muito bem sintonizado com essa realidade e a nossa aposta é que teremos um trabalho de altíssima qualidade.

No caso do Ensino Médio, a secretaria tem planos de adotar o Ensino a Distância (EAD)?
Se for possível e permitido, é uma forma de motivar mais o jovem também para qualificação. Nós estamos falando, inclusive, no EAD para o EJA [Educação de Jovens e Adultos]. Hoje, a sala de aula está literalmente na mão do estudante [diz referindo-se ao celular], então, se tivermos tecnologia para isso, que seja motivadora, gamificada, nós estaremos falando a linguagem do jovem. Nós temos algumas iniciativas com parceiros muito interessantes nesse sentido, mas quero ver primeiro algumas questões. Para começar, a movimentação da aldeia para nos ajudar na Educação. Segundo, a questão dos deveres, chamar a contrapartida dos jovens. O que o jovem vai nos dar? Ele vai ser um aluno melhor, disciplinado, que vai entregar melhores notas? Eu quero ver primeiro indicadores para avaliar. E não é para a secretaria, é para a sociedade ver que esse investimento que nós estamos fazendo juntos tem resultado na sala de aula. Se for possível, se for permitido, em algumas regiões, em alguns cursos ou programas do Ensino Médio, nós vamos, sim, usar essa tecnologia e essa forma de ensino. Agora, no percentual que for permitido, porque  eu penso que é uma etapa de formação que o ensino presencial conta muito como diferencial. Esse olho no olho, saber que cada estudante é um indivíduo único.

Qual é a sua visão sobre o projeto Escola sem Partido?
A escola precisa ensinar. Eu tive educação sexual na escola, sem ela me dar a questão da ideologia de gênero. Eu tive educação política na escola, fui orientado para saber fazer escolhas. Esse é o nosso desafio. Eu nem queria discutir ideologia de gênero ou o Escola sem Partido, eu quero discutir a finalidade da escola. Em Santa Catarina, fazendo uma conta por alto, temos à disposição 20 a 25% da população. Você tem noção do que esse percentual é capaz? Consegue revolucionar. Consegue fazer toda diferença. Então nós precisamos usar a escola, aquele momento da escola em que as crianças e os jovens estão conosco para orientá-los a pensar, a decidir pela melhor escolha para eles, para seus pais, para o estado, para o país. A escola deve ser usada para ensinar, orientar, esclarecer, jamais ser usada para uma doutrinação, para um direcionamento seja de A, B ou C, principalmente nas questões políticas e nas questões de gênero.

Digamos que o senhor tenha todos os recursos para realizar qualquer projeto. Qual seria o seu sonho para o estado de Santa Catarina?
Eu veria como “Santa Catarina virou a Finlândia do Brasil” ou a “Singapura do Brasil” porque são esses comparativos que nós precisamos ter. Olhando para a posição do Brasil no ranking de Educação, é de chorar. Então, a expectativa é que nós vamos trabalhar forte para que Santa Catarina tenha Educação em nível de padrões internacionais, porque isso não é para o secretário, não é para o governador, isso é para a sociedade catarinense que paga as contas e que quer respostas.  O meu sonho é que a gente consiga movimentar toda a aldeia,  que a gente mostre para a sociedade que sim, é possível quando existe vontade e determinação, que Educação é prioridade, é importante. O meu sonho é que depois de alguns ciclos, as pessoas queiram tirar o seu filho da escola particular e queiram colocar na escola pública. Esse é o meu sonho. Não é algo de curto prazo, mas a expectativa é que as pessoas lá na frente, as pessoas pensem: “Eu vou botar meu filho em escola pública. Eu estudei em escola pública, e eu tenho muito orgulho”. Em Santa Catarina, nós vamos usar os indicadores e referências para melhorar a nós mesmos e depois comparar os resultados ao que já fizemos para ver se evoluímos – para sermos melhores, tendo como referência os melhores do mundo. O meu sonho é dizer que Santa Catarina atingiu patamares de Singapura, Coreia do Sul, Finlândia.

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