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Weintraub cita Paulo Freire e currículo em discurso de posse

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o novo ministro da Educação tem carta branca para nomear quem quiser

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NOVA ESCOLA
O ministro Abraham Weintraub toma posse em Brasília   Crédito: André Borges/MEC

"O que a gente quer do ministro Abraham é que faça os nossos jovens melhores que nosso pais e avós", disse o presidente Jair Bolsonaro, na cerimônia de posse do novo ministro da Educação, Abraham Weintraub. O economista, nomeado em substituição a Ricardo Vélez Rodríguez, citou sua capacidade de gestão como diferencial e questionou os resultados do Brasil em avaliações internacionais, mesmo “Paulo Freire sendo unanimidade”.

Weintraub foi anuciado por Bolsonaro nesta segunda-feira (08/04) para ocupar o Ministério da Educação, após meses de críticas e polêmicas envolvendo o MEC e seu antecessor. Na cerimônia de posse em Brasília nesta terça-feira (09/04), Bolsonaro disse ter certeza que não faltará empenho, dedicação e patriotismo ao novo ministro para entregar o objetivo de tornar os jovens brasileiros “melhores” que as gerações anteriores.

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"Na função de ministro da Educação, meu papel é entregar o que está no plano de governo, mas com o mesmo que a gente gasta", afirmou Weintraub. Ele disse que é hora de "acalmar os ânimos, colocar a bola no chão, pôr para rodar, republicanamente, respeitando diferentes opiniões". 

"Tem gente que fala que sou muito radical. Não sou radical, eu sou aberto ao diálogo. Enquanto você não ameaçar a vida a integridade física de alguém, eu estou aberto ao diálogo", afirmou o novo ministro. Weintraub, no entanto, deixou claro que o MEC tem um novo rumo e quem não estiver satisfeito vai sair. "A gente vai pacificar o MEC. Como funciona a paz? A gente está decretando agora que o MEC tem um rumo, uma direção, e quem não estiver satisfeito com ela vai ser tirado. Existe, sim, obrigação de uma pessoa que está no time. Ela pode ter as convicções pessoais que for. Eu tenho as minhas convicções pessoais", declarou o ministro.

Na posse, Abraham Weintraub afirmou que seu diferencial está na sua experiência em gestão e que se sente confortável em ocupar o cargo deixado por Vélez. "Meu diferencial é justamente na parte de gestão. Porque o ministro Vélez é uma pessoa muito importante, correta, mas dada todas as circunstâncias que não cabem discutir, a gente não está entregando no ritmo esperado", disse.

"É difícil ser unanimidade. Me sinto confortável para falar que nos últimos 16 anos, nas últimas gestões, 70% dos ministros que ocuparam o cargo, 11 ministros, eram professores universitários. Exatamente o que eu sou. Sou professor concursado da Universidade Federal de São Paulo", disse.

No discurso houve espaço também para questionar os resultados ruins que o país vem obtendo em avaliações internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Na edição de 2015 da avaliação, o Brasil ficou entre os dez últimos países no ranking em Ciências (63º) e Matemática (65º), além de ocupar 59ª posição em leitura.

"Se o Brasil tem uma filosofia de educação tão boa, Paulo Freire é uma unanimidade... Por que a gente tem resultados tão ruins comparativamente a outros países? A gente gasta em patamares do PIB igual aos países ricos", disse Weintraub.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que Weintraub tem "carta branca" para nomear quem quiser para o primeiro escalão do MEC. Ele afirmou ainda que espera que, em sua gestão, os níveis educacionais melhorem no país. "Ele [Abraham], assim como os demais ministros que estão aqui, tem carta branca para escolher todo o seu primeiro escalão. Porque nós temos, no final das contas, que esperar que esse time da Educação jogue para frente. Não só busque a inflexão no tocante à educação, bem como, no final do nosso mandato, se Deus quiser, em 2022, nós possamos ter uma garotada que não esteja ocupando os últimos lugares no Pisa", disse.

O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta Abraham Weintraub na cerimônia de posse do novo ministro da Educação  Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

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