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“Brasileiro canibal” e “MEC abacaxi": relembre as frases mais polêmicas do ex-ministro Vélez Rodríguez

Ricardo Vélez Rodríguez deixa o cargo após um trimestre à frente do Ministério da Educação de Jair Bolsonaro

POR:
Paula Peres, Laís Semis
O ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez   Crédito: Agência Brasil

O primeiro trimestre no Ministério da Educação (MEC) de Jair Bolsonaro (PSL) deu o que falar. Além das demissões de cargos de alto escalão, confusões em editais e portarias – como o do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) –, parte das polêmicas surgiu a partir das próprias declarações de Ricardo Vélez Rodríguez, que deixa o cargo de ministro nesta segunda-feira (08/04). Quem assume a pasta agora é o economista Abraham Weintraub. Confira abaixo algumas das frases que levaram o MEC para as manchetes e para o trending topic do Twitter em 2019:

"A ideia de universidade para todos não existe [...] "As universidades devem ficar reservadas para uma elite intelectual, que não é a mesma elite econômica [do país]"
Em entrevista ao Jornal Valor Econômico, em 28 de janeiro de 2019

“Comandar o MEC é um abacaxi do tamanho de um bonde”.
Durante audiência pública na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados, em 27 de março de 2019

“O diretor-presidente do Inep puxou o tapete. Ele mudou de forma abrupta o entendimento que já tinha sido feito para a preservação da Base Nacional [Comum] Curricular e fazer as avaliações de comum acordo com as secretarias de educação estaduais e municipais”

Durante audiência pública na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados, em 27 de março de 2019

“A gestão cívico-militar afasta o traficante da escola. O traficante dá no pé, porque o traficante quer massa de manobra barata. Era o que fazia Pablo Escobar em Medellín, a mesma coisa. Pablo Escobar tinha reservado campos de futebol para os jovens, e uma pequeninha biblioteca. Com isso eu tenho esses jovens aqui, e não consomem cocaína porque é produto de exportação. A ideia de Pablo não era consumir cocaína na Colômbia porque era produto de exportação (...) Só com esse fato já a violência diminui, estatisticamente está comprovado”
Durante audiência pública na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados, em 27 de março de 2019

“Como um alento à comunidade escolar de Suzano, Raul Brasil, informo que o MEC antecipou o repasse anual do PDDE. Segunda-feira, me encontrarei com o prefeito, Rodrigo Ashiuchi, para estudarmos a viabilidade do modelo cívico-militar na escola”.
Em seu perfil no Twitter em 22 de março de 2019, sem se atentar ao fato de que a escola é de responsabilidade da rede estadual de São Paulo, e não municipal.

"A história brasileira mostra que o 31 de março de 1964 foi uma decisão soberana da sociedade brasileira. Quem colocou o presidente Castelo Branco no poder não foram os quartéis. [...] Houve uma mudança de tipo institucional, não foi um golpe contra a Constituição da época".
Sobre o golpe militar de 1964, em entrevista concedida ao Valor Econômico, em 3 de abril de 2019

"Haverá mudanças progressivas [nos livros didáticos] na medida em que seja resgatada uma versão da história mais ampla".
Sobre a possibilidade de que a história do golpe militar de 1964 seja revista nos livros didáticos, em entrevista concedida ao Valor Econômico em 3 de abril de 2019.

"Eu, como professor de universidade pública, fui marginalizado na concessão de bolsas de doutorado e pós-doutorado. Nunca consegui uma bolsa por causa do aparelhamento do MEC pelos petistas"
Fevereiro de 2019, em entrevista à revista Veja

 

"O brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola"
Fevereiro de 2019, em entrevista à revista Veja

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