Agora é oficial: Iolene Lima não vai ocupar Secretaria-Executiva do MEC

Indicada pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez, ela usou o Twitter para dizer que não fará mais parte da equipe do MEC

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NOVA ESCOLA
Iolene Lima não será secretária executiva do MEC   Foto: Divulgação

Uma semana após ter seu nome indicado para ocupar a Secretaria-Executiva do Ministério da Educação (MEC), Iolene Maria de Lima foi ao Twitter para anunciar que não fará parte da equipe do ministro Ricardo Vélez Rodríguez. Em resumo, foi "demitida", antes de assumir o cargo.

Na madrugada desta sexta-feira (22/03), ela postou em seu perfil que recebeu a notícia de que não fará mais parte do MEC. "Hoje, após uma semana de espera, recebi a informação que não faço mais parte do grupo do MEC. Não sei o que dizer, mas confio que Deus me guardará e guiará. Desejo ao governo do nosso presidente [Jair] Bolsonaro e ao ministro Ricardo Vélez o melhor", disse na postagem.

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No Facebook, ela chegou a postar uma mensagem mais longa e que dá maiores indicações da crise que se desenrola no MEC. 

"Aos meus amigos e colegas:
Depois de cinco anos à frente da direção do colégio que ajudei a fundar, deixei meu emprego a fim de aceitar um convite para, junto com outros profissionais, servir ao meu país, colaborando para um ideal que acredito: um Brasil melhor por meio da educação. Todavia, diante de um quadro bastante confuso na pasta, mesmo sem convite prévio, aceite a nova função dentro do ministério. Novament me coloquei à disposição para trabalhar em prol de melhorias para o setor. No entanto, hoje, após uma semana de espera, recebi a informação que não faço mais parte do grupo do MEC. Não sei o que dizer, mas confio que Deus me guardará e guiará! Desejo ao governo do nosso Presidente Bolsonaro e ao Ministro Ricardo Vélez, o melhor! E obrigada a todos que oraram por mim e me apoiaram neste desafio! Foram milhares de mensagens de apoio! Que Deus abençoe nossa nação!"

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O nome de Iolene foi indicado pelo próprio ministro Ricardo Vélez Rodríguez em um tuíte no dia 14 de março. “Muito obrigada, Ministro @ricardovelez, e meu Presidente @jairbolsonaro. Dediquei minha vida para a área da educação e me sinto honrada. É com grande dedicação que assumo essa responsabilidade importante para a educação do nosso país!”. No mesmo dia, a repercussão foi negativa na grande imprensa. Nos bastidores, segundo alguns veículos, a indicação de Iolene Lima caiu muito mal até mesmo entre a bancada evangélica. 

Iolene ocupava a direção de formação do MEC desde janeiro. Ela é ligada à Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios e já dirigiu o Colégio Inspire, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Ela pertence à Igreja Batista.

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Os rumores de que Iolene não chegaria a ocupar o cargo de secretaria-executiva aumentaram à medida que os dias passavam e o Diário Oficial não trazia a confirmação da nomeação. Em sua comunicação, ela pareceu surpresa.

O nome de Iolene foi anunciado por Vélez três dias após ele ter dito que quem assumiria o posto era Rubens Barreto da Silva, substituindo Luiz Antonio Tozi. O MEC tem sido alvo de disputas de vários grupos e o ministro Ricardo Vélez Rodríguez tem sido criticado, inclusive por Olavo de Carvalho, que indicou seu nome ao presidente Jair Bolsonaro, além de vários alunos de seu curso de filosofia para ocupar cargos. Esse grupo já deixou o MEC em meio a uma onda de exonerações.

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