O que fazer para que as conversas paralelas não atrapalhem a aula?

Silêncio em classe

POR:
NOVA ESCOLA
Telma Vinha. Foto: Marina Piedade E agora, Telma?

Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento.

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Pergunta enviada por Alzieles Santana Mouraria, Iuiú, BA

Inicialmente, é preciso analisar se a escola não está valorizando o silêncio como se fosse pré-requisito para a aprendizagem. Quando isso acontece, o diálogo é inibido, as atividades são individuais, as carteiras ficam fixas em fileiras e o professor está sempre atento aos ruídos, pedindo que a turma não fale para não se distrair. Estudos indicam que a interação social entre pares é necessária tanto para o desenvolvimento intelectual quanto para o moral. Nas escolas em que ela tem grande importância, não há lugar marcado, a posição das carteiras muda de acordo com a atividade e o barulho, a agitação e as discussões estão sempre presentes. A troca entre os alunos ocorre tanto nos trabalhos em grupo quanto nos individuais. Isso não significa ausência de limites ou bagunça. Há regras elaboradas pelo grupo visando a organização, as boas condições de aprendizagem e a convivência respeitosa - de forma que todos possam cobrar os acordos feitos. A ideia é definir parâmetros para uma convivência produtiva, sem que o controle do comportamento venha só do professor. Se, mesmo assim, houver excessos nos momentos em que as conversas paralelas não devem ocorrer, chame em particular os envolvidos e descreva a situação. Questione-os sobre o regulamento, cobre os combinados e peça sugestões de como resolver a questão. Caso após a intervenção o problema persista, com voz tranquila e firme, pergunte aos estudantes se querem permanecer na sala seguindo as regras ou se preferem sair, retornando quando acharem que conseguem participar dentro do que foi combinado. É importante que eles decidam quando voltar.

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