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"Apesar do racismo, me convenceram a seguir"

Conhecida por discurso emocionado na Flip de 2017, Diva Guimarães foi vítima de violência, racismo e quase desistiu dos estudos

Depoimento a WELLINGTON SOARES

Foto: Isabella Lanave/NOVA ESCOLA

Fui alvo de bullying em toda a minha trajetória escolar. Cheguei a apanhar de professores. Eu era invisível: a hora da chamada era a única em que minha presença era notada. Mas encontrei também aqueles que me tiraram da invisibilidade. Quando tentei desistir dos estudos, por não aguentar mais as situações de racismo, uma professora foi até minha casa para me convencer a seguir. O desejo de dar aulas surgiu na antiga 4ª série. Desde aquele momento, quis que crianças como eu não passassem pelo que passei e encontrassem em mim a professora que os acolhe e os apoia na busca por ter direitos cumpridos. Amor e respeito são, até hoje, o que considero mais importantes na minha profissão. Por todo o resto lutamos. Quando fiz um discurso emocionado na Flip (leia mais em bit.ly/divanovaescola), fiquei feliz por falar em nome de tantos que são deixados em silêncio. Os relatos de ex-alunos, principalmente negros, que comecei a receber mostraram que meu objetivo como professora foi, em muitos casos, cumprido.

Diva Guimarães, professora aposentada, 78 anos