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“Ela me ajudou a ser melhor”, diz aluno de Suzano sobre coordenadora Marilena

Marilena Ferreira Umezu, vítima do massacre na escola em Suzano, foi lembrada pelos alunos como uma defensora da Educação

POR:
Lívia Perozim, Paula Minozzo

Colaborou Paula Salas

Marilena Ferreira Umezu, 59 anos, vítima do massacre na escola em Suzano. Crédito: Reprodução/Facebok

Há 10 anos, Marilena Ferreira Umezu, de 59 anos, começava seu trabalho na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo. Nascida em Ubá, cidade mineira da Zona da Mata, ela chegava na instituição para dar aulas de Filosofia. Pela capacidade que tinha de dialogar com alunos e funcionários, a professora foi promovida a coordenadora pedagógica. Na manhã da última quarta-feira (13), ela foi uma das primeiras pessoas a ver e ser alvejada pelos atiradores que entraram na escola. Marilena 

Imagens das câmeras de segurança mostram que a pedagoga conversava com um grupo de alunos perto do portão de entrada quando o ataque começou. Os dois autores do massacre eram ex-alunos da escola. 

Nas redes sociais, Marilena é homenageada por alunos, colegas e familiares. Era “defensora do porte de livros”, como compartilhou, em uma publicaçao de janeiro de 2019 no Facebook: “a melhor arma para salvar o cidadão é a educação”, completava a frase.


Marilena era religiosa, como lembra uma ex-aluna de Filosofia da coordenadora, Rachel Romanholi, de 20 anos, que esteve no velório da coordenadora. A jovem era coroinha na mesma igreja que Marilena frequentava. "Ela era uma pessoa muito respeitada na escola, não era autoritária", lembra, emocionada.

A professora foi velada junto à inspetora de ensino Eliana Regina de Oliveira Xavier, de 38 anos, e os alunos Cleiton Antonio Ribeiro, 17, Caio Oliveira, 15, Samuel Melquiades Silva de Oliveira, 16, Douglas Murilo Celestino, 16, e Kaio Lucas da Costa Limeira, 15. A cerimônia ocorreu nesta quinta, 14 de março, na Arena Suzano, que fica a menos de um quilômetro da Raul Brasil. Lá, ex-alunos, como Raquel, prestaram solidariedade à família e falaram sobre as memórias que têm da professora. Ao todo, mais de 9 mil pessoas prestaram homenagem às vítimas.

“Eu dava muito trabalho para a Marilena”, conta Diego Gomes Braga, 15 anos. Aluno do primeiro ano da escola, ele se recorda de conversar muito com Marilena, e diz que se tornou um aluno melhor por causa dos conselhos que ela sempre dava. 

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