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Avaliar o quê, por que e como?

O livro Avaliação em Sala de Aula – Conceitos e Aplicações esmiúça com riqueza de detalhes conceitos e princípios essenciais das boas avaliações

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Considerando que avaliação é parte integral do ensino, que não deve ser separada das práticas diárias da sala de aula, Michael K. Russell e Peter W. Airasian, autores da obra Avaliação em Sala de Aula – Conceitos e Aplicações, dedicam mais de 300 páginas para abordar o tema. Michael é professor adjunto da Escola de Educação Lynch, na Boston College (Estados Unidos), e se dedica a estudar sobre o uso de tecnologias computacionais para aumentar a validade de provas. Peter é professor na mesma instituição e atua como diretor do Departamento de Aconselhamento, Psicologia do Desenvolvimento e Métodos de Pesquisa.

Além de recorrer à memória dos estudantes de licenciatura, a quem o livro se destina (afinal, eles passaram por processos de avaliação quando estavam no colégio), discutindo como a avaliação é um componente-chave do processo e ensino, o livro esmiúça com riqueza de detalhes conceitos e princípios essenciais das boas avaliações. Os autores explicam, inclusive, os diversos tipos existentes, como cada um se encaixa em cada fase do processo instrucional e de que maneira provas padronizadas devem ser interpretadas, entre outras informações.

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Você já parou para pensar o que faz uma avaliação ser considerada válida e confiável? Qual sua opinião sobre discutir resultados de uma prova com os alunos? Sabe redigir uma questão de múltipla escolha adequada? O que são notas e por que elas são importantes? Como ensinar aos estudantes o que são rubricas e de que maneira usá-las? Todas essas questões são discutidas na obra, organizada para facilitar a vida do leitor, de forma que ele encontre o que procura rapidamente, recorrendo aos subtítulos, e compreenda de forma clara o conteúdo.

Avaliação em Sala de Aula ainda tem muitas tabelas e textos escritos em tópicos. Cada capítulo começa com a apresentação dos objetivos dos textos apresentados em seguida e termina com um item destinado ao resumo do texto, outro com sugestão de questões para discussão e mais um com questões para revisão, além de uma seleção de proposta de atividades. Na obra também são citados diversos comentários de professores sobre a vida real na escola diante do cenário das avaliações. Para capturar ainda mais a atenção e o interesse do leitor, logo no início de cada capítulo os autores lançam alguns questionamentos, convidando-o a pensar sobre ensinar. Afinal, como Michael K. Russell e Peter W. Airasian deixam claro, a avaliação deve ser pensada como um processo contínuo que acontece ao longo de todo o dia letivo. Mais um elemento que merece destaque na obra é o grande número de modelos e exemplos apresentados ao leitor, de modo que a teoria apresentada é comprovadamente traduzida para a prática.

A conexão de Avaliação em Sala de Aula com a realidade e o momento presente, recheado de inovações, fica clara em dois capítulos do livro. Primeiramente, em Design Universal para a Avaliação, que trata sobre como o conceito de design universal e seus princípios podem ser aplicados à avaliação em sala de aula no intuito de ajudar alcançar mensurações mais precisas da aprendizagem dos alunos. Muitas páginas à frente, o capítulo Tecnologia Computacional e Avaliação em Sala de Aula destrincha tal questão, explicando como o maior acesso a computadores nas escolas cria muitas oportunidades para os professores aumentarem a eficiência, a precisão e o escopo das avaliações em sala. Destaca também o uso de portfólios eletrônicos para simplificar o processo de coleta, armazenamento e compartilhamento de amostras de trabalho dos alunos, a fim de documentar a realização dos objetivos de aprendizagem.

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Os autores da obra também acertam em cheio ao tratar, ainda que de maneira breve, a questão de uma velha conhecida dos educadores: a cola. No capítulo Planejar, Aplicar e Atribuir Notas aos Testes de Desempenho, discorrem sobre como identificar métodos de cola e formas de impedi-la e apresentam uma tabela interessante, que revela a percepção dos alunos de faculdade a respeito da efetividade das estratégias de prevenção de cola.

De quebra, o material é uma boa fonte de sugestão para os leitores aplicarem no dia a dia e também desencorajar o plágio. O uso de folha de respostas embaralhada, por exemplo, é classificado como a estratégia mais efetiva (81,6%) e dar mais provas em aula e menos provas para casa como a menos efetiva (23,7%). Já quase no fim do livro, o apêndice Aplicações Estatísticas para a Avaliação em Sala de Aula apresenta informações úteis para quem quer atribuir scores e interpretar o desempenho dos alunos. Afinal, não basta que eles façam a avaliação. Os resultados precisam ser usados em prol da aprendizagem de todos e de cada um.

* Este livro faz parte da Coleção Biblioteca Essencial do Professor

 

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