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Série do Futura retrata luta indígena e aprofunda debate na escola

‘Guerreiros da Floresta’ acompanha lideranças das etnias Yanomami, Huni Kuin e Suruí para abordar realidade e a cultura dos seus povos

POR:
Marina Lopes
Criança Yanomami brinca entre cipós em meio à floreta e olha para a câmera
Foto: Divulgação/Canal Futura/Santa Rita Filmes

Davi Kopenawa, Almir Suruí e Ninawa Inu Huni Kuin são lideranças indígenas que têm suas causas reconhecidas internacionalmente. Em “Guerreiros da Floresta”, série que estreia dia 20 de fevereiro, 22h30, no Canal Futura, eles apresentam sua luta por sobrevivência e preservação da Amazônia. Um prato cheio para aprofundar o debate sobre etnias e sustentabilidade na escola.

Produzida por Marcelo Braga, da Santa Rita Filmes, com direção de Andrea Pilar Marranquiel, a série documental foi gravada nos estados de Roraima, Rondônia, Acre e Amazonas com as etnias YanomamiHuni Kuin e Suruí. Composta por 13 episódios, com duração de 26 minutos cada, ela trata de questões culturais, sobrevivência e herança dos povos indígenas.

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Conduzida pelo ponto de vista das três lideranças, a produção aborda semelhanças e particularidades de estilo de vida de cada etnia. “Uma das coisas que mais nos orgulha [na série] é ter chegado ao protagonismo indígena. Nós não estamos falando por eles, eles não precisam de ninguém que fale por eles. Eles têm o que dizer e sabem como fazer isso”, destaca a diretora Andrea Pilar Marranquiel.

Entre os temas presentes em “Guerreiros da Floresta”, surge o envolvimento com a tecnologia, rituais e crenças, perseguição por fazendeiros e mineradores, preservação da floresta, devastação e invasão do homem branco. Na avaliação do produtor Marcelo Braga, da Santa Rita Filmes, a série estreia justamente em um momento de tensões e transformações políticas do país. “Eu espero que ela crie de fato um debate saudável e necessário para a união de todos os povos”, diz.

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Ganham destaque na história: o xamã Davi Kopenawa, que já fugiu de homens armados em Boa Vista (RR) por causa de uma briga com mineradores; o biólogo Almir Suruí, que usa tecnologia para monitorar o território indígena em Cacoal (RO); e o residente Ninawa Inu Huni Kuin, da Fephac (Federação do Povo Huni Kuique), que está cursando em uma Universidade na Bolívia.

“Quando nós lutamos pela floresta e pela natureza de modo geral, a gente sempre fala que não é uma luta para comunidade Huni Kuin, é uma luta para toda a humanidade”, reforça Ninawa Inu Huni Kuin.

O líder Almir Suruí também reafirmou o papel da comunicação, da cultura e da educação na luta pelas causas indígenas. “A política sustentável é uma das melhores formas da gente garantir o nosso futuro. Eu espero que essas pequenas ações que nós fazemos sejam um modelo para o Brasil conquistar o seu espaço e liderar a política sustentável no mundo”, sugere.

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Após a estreia, a série estará disponível na plataforma de streaming Futura Play. De acordo com a gerente de conteúdo do Canal Futura, Debora Garcia, além das escolas terem a possibilidade de assistir aos episódios no site, serão disponibilizados materiais de apoio para ampliar o debate sobre temas presentes em “Guerreiros da Floresta”. “Vamos ampliar essas discussões oferecendo documentos, artigos, outros filmes e objetos de aprendizagem associados a essa causa”, indica.

Quando a série estiver finalizada, professores da rede de articulação do Canal Futura também irão ajudar a elaborar guias de uso pedagógico para orientar o trabalho em sala de aula a partir dos episódios.

*Reportagem publicada originalmente no site do Porvir