Em que casos devo chamar os pais para uma reunião?

Família

POR:
NOVA ESCOLA
Telma Vinha. Foto: Marina Piedade E agora, Telma?

Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento.

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Pergunta enviada por Lygia Nascimento de Almeida, Sorocaba, SP

É preciso ponderar as reais intenções e a necessidade de convocar a família. Ela deve ser envolvida quando você identificar um comportamento atípico que está prejudicando o desempenho escolar ou as relações do aluno, como problemas de saúde, suspeitas de patologias, mudanças de atitude, dificuldades emocionais, de relacionamento ou de aprendizagem. A ideia não é transferir o problema, mas compreender o que está acontecendo ou compartilhar uma preocupação. A maneira como conduzir a reunião será decisiva para uma maior cooperação. Utilize uma linguagem simples, descritiva e sem julgamentos. Em vez de dizer que a criança está agressiva, tente explicar as dificuldades que ela tem apresentado para expressar raiva ou irritação e pergunte se o mesmo ocorre em casa. Mostre as intervenções que estão sendo realizadas e os esforços da criança para superar os problemas. Ouça os pais e explique que o foco é o bem-estar dela. Quando possível, permita que ela participe da reunião e se envolva na busca por soluções, compartilhando responsabilidades e assumindo compromissos. Muitas vezes, a escola chama as famílias para pedir que disciplinem os filhos, demonstrando certo despreparo para lidar com as desavenças do ambiente escolar. Ao transferir aos pais os conflitos, os envolvidos são afastados do problema e impedidos de refletir e aprender. Pesquisas têm mostrado que essa postura da escola gera sentimentos de fracasso e angústia na família e tensão no relacionamento com os filhos, sem trazer mudanças.

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