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Ensino híbrido: palavras que fazem a diferença

Confira alguns dos termos mais importantes usados no livro Ensino Híbrido – Personalização e Tecnologia na Educação

POR:
Instituto Peninsula

AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM (AVA)
Espaço online construído para proporcionar interações entre os usuários. Nessas interações, há constante troca de papéis entre os participantes: ora são emissores, ora receptores das mensagens virtuais. As interfaces Moodle e Edmodo são exemplos de AVA. 

ENSINO HÍBRIDO
Na definição dos teóricos do Clayton Christensen Institute, “é um programa de Educação formal no qual o aluno aprende, pelo menos em parte, por meio do ensino online, com algum elemento de controle do estudante sobre o tempo, lugar, modo e/ou ritmo de estudo, e pelo menos em parte em uma localidade física supervisionada, fora de sua residência”. É organizado de acordo com quatro modelos.

1. Modelo de rotação: os alunos se revezam em atividades realizadas de acordo com um horário pré determinado ou orientação do professor. Essa rotação, pode acontecer de quatro maneiras:
A) Rotação por estações. Os alunos são organizados em grupos, que realizam tarefas de acordo com os objetivos do professor para cada um deles, geralmente na sala de aula tradicional. Um dos grupos estará envolvido com atividades online que, de certa forma, independem do acompanhamento direto do professor.
B) Laboratório rotacional. Os estudantes utilizam o espaço da sala de aula e os laboratórios. Com frequência, esse método aumenta a eficiência operacional e facilita o aprendizado personalizado, porém não substitui as lições tradicionais em sala.
C) Sala de aula invertida. Nesse formato do modelo de rotação, é proposto que o aluno se familiarize com a teoria em casa, por meio de atividades online. O espaço da sala de aula é utilizado para discussões, resolução de atividades e outras propostas. Costuma ser considerado a porta de entrada para o ensino híbrido.
D) Rotação individual. Cada aluno tem uma lista de propostas que deve contemplar em sua rotina a fim de cumprir os temas a ser estudados.

2. Modelo flex: os estudantes também têm uma lista de temas a percorrer, com ênfase no ensino online. O ritmo de cada um é personalizado e o professor fica disponível para tirar dúvidas. Considerado disruptivo, o modelo propõe uma organização de escola ainda incomum no Brasil.

3. Modelo à la carte: o aluno é responsável pela organização de seu estudo, de acordo com objetivos gerais a atingir. Para isso, tem a parceria do educador. A aprendizagem, que pode ocorrer no momento e local mais adequados, é personalizada e pelo menos um curso é ofertado online.

4. Modelo virtual enriquecidoNessa experiência, realizada por toda a escola, o tempo também é dividido entre aprendizagem online e presencial, porém ela permite aos estudantes se apresentarem no espaço físico da escola somente uma vez por semana. Assim como o modelo à la carte, é considerado disruptivo, ao propor uma organização escolar básica incomum no Brasil. 

NATIVOS DIGITAIS
Diz-se da geração que nasceu, cresceu e se desenvolveu em um período de grandes transformações tecnológicas e que vivencia sem medo as múltiplas possibilidades oferecidas pelos meios digitais. O termo foi criado pelo educador e consultor norte-americano Mark Prensky e se opõe à expressão imigrante digital, usada para definir os nascidos antes da era digital, que tiveram que se adaptar às mudanças (ou se negaram a isso) e dificilmente vão navegar por esse universo de modo tão desenvolto quanto os nativos. 

PERSONALIZAÇÃO DO ENSINO
Conjunto de estratégias adotadas por espaços ou agentes educativos com o objetivo de promover o desenvolvimento integral dos estudantes de maneira individualizada, respeitando os interesses e os pontos fortes e fracos de cada um. 

PLATAFORMAS ADAPTATIVAS
Softwares desenvolvidos especialmente para analisar o comportamento de seus usuários e propor atividades personalizadas. Khan Academy, Mangahigh e Geekie são exemplos de plataformas adaptativas.