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Por que o ensino híbrido pode transformar a Educação

Ensino Híbrido – Personalização e Tecnologia na Educação apresenta reflexões esclarecedoras e estimulantes sobre o conceito

POR:
Instituto Peninsula

Em meio aos debates sobre o descompasso entre o avanço das novas tecnologias e o modo como se ensina e se aprende ainda hoje, o ensino híbrido acena com a esperança de aproximar esses mundos tão distantes. Melhor: é uma possibilidade de integrá-los a serviço da aprendizagem, permitindo que o estudante seja o protagonista de sua história escolar. Nesse novo cenário, o professor deixa a posição de transmissor de conhecimento e se transforma em mediador e coach dos aprendizes.

Ensino Híbrido – Personalização e Tecnologia na Educação, obra organizada pelos pesquisadores Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto e Fernando de Mello Trevisani (Editora Penso), apresenta reflexões esclarecedoras eestimulantes sobre o conceito. O trabalho é fruto da jornada realizada pelo Grupo de Experimentações em Ensino Híbrido, projeto desenvolvido em parceria pelo Instituto Península e pela Fundação Lemann com apoio do Clayton Christensen Institute, think tank que incentiva a inovação disruptiva – aquela que tem potencial para transformar setores ou mercados inteiros.

O ensino híbrido pode ser definido, de maneira simplificada, como uma abordagem metodológica que combina atividades presenciais em sala com o uso de tecnologias digitais de informação e comunicação. Ocorre por meio de modelos passíveis de adaptações a cada realidade. Alguns dos professores do Grupo de Experimentações, por exemplo, escolheram dividir a classe em estações de trabalho nas quais pequenos grupos de estudantes que realizaram tarefas diversas – propostas online, leitura de livros físicos e produções individuais, dentre outras. Nesse formato, os grupos se rotacionam e o professor fica liberado para acompanhar mais de perto os estudantes que apresentam dificuldades - por isso mesmo se fala em personalização proporcionada pelo ensino híbrido com respeito ao ritmo de aprendizagem de cada um. 

Dezesseis professores foram desafiados a implementar modelos de ensino híbrido em sala de aula e depois avaliar o impacto deles no desempenho da turma. Os resultados foram animadores.

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No livro, os participantes do Grupo de Experimentações oferecem seus relatos de integração das tecnologias digitais na Educação. Sem perder de vista o objetivo principal da metodologia – fazer o aluno aprender mais e melhor –, eles esmiúçam aspectos teóricos e práticos do ensino híbrido, em linguagem atraente, de professor para professor. Quais são as habilidades que se exige do docente empenhado em utilizar essa abordagem em suas aulas? Como se deve organizar o espaço de aprendizagem para engajar os estudantes? Como avaliar os aprendizes? O que se espera da gestão de uma escola que adota o ensino híbrido?

Ao longo da leitura, o leitor entra em contato com a riqueza do método, compatível com a época estimulante em que vivemos. Não se trata de buscar efeitos especiais para as aulas, esclarecem os professores Rodrigo Abrantes da Silva e Ailton Luiz Camargo, no capítulo que aborda a cultura escolar em tempos digitais. “Pelo contrário: é empoderar o aluno das habilidades que o tornarão protagonista de seu processo de aprendizagem”, reforçam eles.

Acentuando o caráter prático da obra, há um anexo com as respostas às dúvidas mais comuns que surgiram ao longo da implantação dos modelos de ensino híbrido, uma listagem comentada de plataformas, portais e sites educacionais (muitos deles gratuitos) e vários planos de aula que podem servir como modelo ou inspiração. Mais do que mostrar a vida como ela é, os planos demonstram a viabilidade da metodologia e seu potencial para melhorar resultados. “Observei (...) um grande ganho para os meus alunos”, escreve a professora Carla Fernanda Ferreira Pires, que utilizou o ensino híbrido nas aulas de Ciências de uma escola pública situada em área carente do Rio de Janeiro. “Autonomia, mais interesse nas aulas, domínio do processo de ensino e aprendizagem, entre outros, foram ganhos imensuráveis para a construção de cida-dãos críticos e reflexivos”.

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SOBRE O INSTITUTO PENÍNSULA

O Instituto Península é uma organização social que tem como foco a melhoria da qualidade da Educação brasileira. Fundado pela família Abilio Diniz em 2010, sua atuação é pautada na crença de que os principais agentes de transformação da Educação são os professores.

Uma Educação de qualidade para todos os alunos requer docentes bem formados e desenvolvidos em múltiplas dimensões - cognitiva, social, emocional e relacional. É assim que eles têm mais chances de aflorar todo o potencial - deles mesmos e de seus alunos -, e fazer excelentes escolhas que os tornarão profissionais melhores e indivíduos mais plenos. Pessoas que fazem melhores  escolhas fazem do mundo um lugar melhor. Outra premissa da Educação de qualidade é o respeito pelos diferentes contextos nos quais os educadores estão inseridos.

Para concretizar suas ações, o Instituto Península acredita que é importante unir o melhor das teorias existentes a respeito da tarefa de ensinar à prática do dia a dia. A organização é mantenedora de quatro iniciativas conectadas ao propósito de transformar vidas por meio da Educação, do esporte e do desenvolvimento integral do indivíduo, além de desenvolver projetos que auxiliam a formação qualificada dos educadores. A saber:

  • Singularidades: faculdade que inova na formação de professores e alia conhecimento técnico de qualidade com desenvolvimento socioemocional.
  • Impulsiona: plataforma gratuita de Educação a distância (EAD) que capacita professores e educadores a disseminarem os valores e a prática do esporte nas escolas.
  • Escola da Toca: escola experimental criada em 2009 para atuar por meio de uma abordagem pedagógica inovadora, visando o desenvolvimento integral das crianças, com foco em alfabetização ecológica.
  • Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo (NAR-SP): atua na avaliação e preparação de atletas e equipes de alto rendimento.

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