Atender individualmente só quem tem deficiência

Assim não dá!

POR:
Rita Trevisan, NOVA ESCOLA, Tatiana Pinheiro

Todos os alunos precisam ter suas especificidades atendidas. Os que apresentam deficiência devem receber Atendimento Educacional Especializado (AEE), tomando como base a perspectiva da inclusão. Eles devem se encaixar em um destes três grandes grupos: o das deficiências (intelectual, auditiva, visual, física ou múltipla), o das altas habilidades (que engloba aqueles popularmente conhecidos como superdotados) e o dos transtornos globais de desenvolvimento (em geral, caracterizados por condutas típicas, como a do autista). Esses jovens e crianças têm o direito de receber um atendimento oferecido de forma paralela e integrada às aulas regulares.

Por outro lado, os que, em algum momento da escolarização, não têm sucesso na aprendizagem também podem ser beneficiados por um atendimento individualizado. É responsabilidade da escola desenvolver recursos para que todos os alunos tenham a oportunidade de aprender. Se o estudante manifesta características de hiperatividade ou atraso no desenvolvimento da fala, por exemplo, não deve ser encaminhado a uma sala especial. No entanto, é interessante que o professor ofereça estratégias para garantir a aprendizagem. É importante ressaltar: a conduta do educador em classe não deve, necessariamente, estar atrelada a um diagnóstico médico. Tanto os estudantes com algum tipo de deficiência como aqueles que apresentam atraso em relação aos demais precisam ser atendidos de acordo com as suas necessidades.


Consultoria Daniela Alonso, psicopedagoga, assessora para Educação inclusiva e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.

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